Atrasos na fala e aprendizado em pessoas com Síndrome de Down podem ser corrigidas com tratamentos biofísicos aplicados à medicina. No último sábado (18), o médico Alfredo Coelho ministrou a palestra com o tema “Luz, sons e pensamentos”, voltada para pais, educadores e profissionais da área da saúde. O evento ocorreu no Shopping Boulevard, para marcar o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado amanhã (21). Realizando pesquisas e estudos na área de biofísica desde 2008, o médico ressalta que a parte da medicina que mais evoluiu nos últimos anos foi a de imagem, ultrassom e ressonância.
De acordo com o médico, as terapias envolvem frequências de baixa intensidade, estimulação magnética através de campos magnéticos, luz e sons que são capazes de estimular o organismo a realizar os seus próprios processos de regulação e regeneração para que ele chegue ao processo de “autocura”. Ele explica que as terapias não utilizam meios químicos como remédios, injeções ou produtos. Por esse motivo, não há contraindicação e as terapias podem ser iniciado desde cedo. “São pacientes que nós fazemos o tratamento associado ao que ele já vinha fazendo. Isso é interessante porque você está somando recursos”, reforça.
Foi no momento do nascimento que o balconista Manaquiel Monteiro, 30 anos, descobriu que a sua única filha, hoje com 5 anos, era portadora da Síndrome de Down. No ano passado, a família conheceu as novas terapias, através da Associação Singularidade Down. “Ela fez a primeira etapa e logo na primeira semana já vimos resultado positivo. E agora vai iniciar a segunda”, disse Manaquiel, acrescentando que, antes das terapias, a filha não conseguia falar e hoje já consegue pronunciar algumas palavras, além de ter melhorado o rendimento na escola.
(Diário do Pará)
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