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No Pará, reajuste do gás pode chegar a 14%

Começa a valer hoje o reajuste médio de 9,8% no preço do gás de cozinha vendido - em botijões de até 13Kg-, nas refinarias. O aumento foi autorizado pelo Governo Federal na sexta-feira. No Pará, o reajuste pode chegar a 14%, segundo Francinaldo Oliveira,

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Começa a valer hoje o reajuste médio de 9,8% no preço do gás de cozinha vendido - em botijões de até 13Kg-, nas refinarias. O aumento foi autorizado pelo Governo Federal na sexta-feira. No Pará, o reajuste pode chegar a 14%, segundo Francinaldo Oliveira, presidente executivo do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás Liquefeito de Petróleo do Estado do Pará (Sergap). Isso porque o Estado está distante das refinarias. “Nos Estados que têm facilidade de acesso ao produto, o aumento pode variar de 4% a 10%. Quem estiver mais longe, como a gente, pode chegar a 14%”, afirma.

“Somente quando as distribuidoras comprarem o produto com o reajuste, poderá repassar ao consumidor”, aponta, ao dizer que o aumento deve ser repassado a partir de amanhã.

CAMINHO

Na capital, o processo funciona da seguinte forma: o produto que sai das refinarias ou dos locais de importação, chega de navio no Terminal Miramar. Depois, é envazado em botijões das distribuidoras e, em seguida, o gás é repassado aos revendedores, responsáveis por atender o consumidor. Francinaldo diz que cada revendedor é livre para estipular o preço do gás.

Até ontem, o paraense pagava, em média, R$ 54 por cada botijão de 13Kg, aponta o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). A variação vai de R$ 50 a R$ 60. No Pará, o município de Redenção é o que vende o gás mais caro: em média, R$ 78.

O porteiro Lucival Leonardo, 44 anos, morador da Pedreira, está preocupado com o aumento. Ele, que ganha pouco mais de um salário mínimo, paga R$ 47 pelo botijão de gás em uma revendedora no mesmo bairro. O produto é usado por 45 dias. Para tentar economizar no custo da entrega, compra diretamente no revendedor. Ainda assim, ele diz que o reajuste vai pesar no bolso. “Há outras coisas que vão aumentando, mas o gás é essencial”, avalia.

CUIDADOS

- O botijão deve ter o rótulo – informando o fabricante, data da vasilhamento e cuidados -, além do lacre de segurança intacto.
- As pessoas que fazem a troca do gás precisam ser treinadas – comum no caso de revenda legal. É preciso estar atento na hora da instalação para não ocorrer a queima de gás, vazamento e explosão.
- Verificar o local onde os botijões estão armazenados nos pontos de revenda. Deve ser em espaço de, no mínimo 20x20m, pois, em caso de vazamento, haverá ventilação.
- Em caso de flagrante de irregularidades, a população pode denunciar no 0800-970-0267 ou 181.
- No Pará, há 4 distribuidoras e 2.500 postos de revendas de gás autorizadas, 700 delas na Região Metropolitana de Belém (RMB)

(Michelle Daniel/Diário do Pará)

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