As falhas em estabelecer diagnósticos corretos e em tempo hábil para problemas de saúde estão hoje entre os maiores e mais atuais desafios para os hospitais.
O planejamento terapêutico individualizado e com foco multidisciplinar surge como medida para a garantia de avanços, juntamente com a gestão de protocolos clínicos.
É o que tratou a palestra 'Plano Terapêutico: gestão e segurança da assistência', realizada no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (HOIOL), em Belém. O tema foi aborado pelo médico Fernando Paragó, consultor corporativo em segurança do paciente, ligado ao Núcleo da Qualidade e Segurança do Paciente Corporativo (NQSP) da Pró-Saúde de São Paulo (SP).
Segundo o médico, em 57% dos casos, o erro de diagnóstico em serviços ambulatoriais é motivado por descontinuidade no processo de solicitação de exames e análise posterior.
Essa inconsistência na coleta de dados sobre a história clínica de pacientes está ligada a 56% das ocorrências, seguida pela inconsistência no exame físico, que representa 47%. Já as falhas em rever documentação prévia de pacientes representam 17%.
De acordo com Fernando Pagaró, em 84% dos casos, estudos apontam que uma ou mais destas quatro causas estiveram presentes em casos comprovados de erros de diagnósticos em serviços ambulatoriais.
As bases do plano terapêutico envolvem a preocupação com o estabelecimento de diagnóstico mais multidisciplinares, além de uma visão integral da saúde do paciente com informações necessárias referente aos cuidados médicos, metas assistenciais, acompanhamento e monitoramento.
Para o consultor médico Fernando Paragó, os passos para implementação de um plano terapêutico em hospitais exigem avaliação no modelo implantado, com adequação de prontuários e definição de fluxos e critérios de envolvimento da equipe.
O consultor destaca, que dentre as vantagens deste modelo de excelência assistencial estão mais qualidade no atendimento, menos tempo gasto e menores custos envolvidos.
“O modelo também oferece ao paciente, assistência mais segura e monitorada, melhorando o seu fluxo pelos vários níveis de cuidados, e reduzindo também a incidência de eventos adversos”, garante Paragó.
(DOL)
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