“Nós, brasileiros, estamos em uma época em que é essencial nos atentarmos para mudanças e refletir sobre onde queremos chegar de forma sustentável”, a educadora financeira Patrícia Godoy, diretora da DSOP Educação Financeira, unidade Belém. Além das recentes crises econômicas e do desemprego, o trabalhador brasileiro pode ganhar, em breve, outro motivo para se preocupar ainda mais com seu pé de meia: as mudanças que podem ser implantadas nas regras da aposentadoria.

A Reforma da Previdência, proposta do presidente Michel Temer atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, elimina a possibilidade de se aposentar por tempo de contribuição. Se aprovada, só terão acesso ao benefício os trabalhadores de idade mínima de 65 anos, com pelo menos 25 anos de contribuição. Para ganhar o valor integral do salário, no entanto, são necessários 49 anos de trabalho. Por isso se tornou tão importante buscar alternativas que garantam um futuro financeiro saudável para que ninguém fique 100% dependente de um salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Patrícia Godoy explica que o brasileiro não tem o hábito de se planejar a longo prazo e poupar dinheiro regularmente. “Mas isso precisa mudar. Assim que se cria o hábito de poupar, economizar fica mais fácil”.

JOVENS

Segundo a educadora financeira, os jovens são os que têm as melhores condições de guardar dinheiro, mas são os que menos se preocupam com o futuro a longo prazo. “A maioria dos jovens que estão entrando no mercado de trabalho hoje ainda mora com os pais e tem poucas responsabilidades financeiras”, argumenta. “Portanto, é mais fácil para eles pouparem algo entre 30% a 50% do salário, criando uma reserva de emergência bastante segura”, acrescenta. “Só precisa de planejamento e disciplina. E, quanto mais você guarda, mais fácil fica”, assegura Patrícia Godoy.

(Diário do Pará)

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