Após 5 horas, os moradores do município de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, liberaram a rodovia BR-316, por volta das 14h15 desta terça-feira (04). A via estava interditada em protesto contra a presença do aterro sanitário na região.
Por volta das 9h, cerca de 200 manifestantes ocuparam a via no sentido Belém/Castanhal, próximo à entrada da rodovia Alça Viária, passando um pouco a barreira de Polícia Rodoviária Federal. Alguns manifestantes estavam no local desde às 7h, entretanto, o ato público começou apenas mais tarde.

A manifestação causou um longo congestionamento na via. (Foto: divulgação/PRF)
Os moradores iniciaram uma caminhada pela via, em direção à Praça Matriz. Rapidamente, um longo congestionamento se formou na via, de cerca de sete quilômetros. Equipes da Polícia Rodoviária Federal acompanharam a manifestação.
Veja imagens do protesto de hoje.
Os moradores reclamam que o aterro sanitário no local causa uma série de problemas à população, como o forte odor que tomou conta da cidade, prejudicando o comércio, aulas e até mesmo o atendimento médico na região.
O grupo já havia realizado outros protestos contra o aterro sanitário. No último dia 23, os moradores haviam realizado outra manifestação na BR-316, dessa vez com a presença de cerca de 15 mil manifestantes. A população também já interditou a entrada do aterro sanitário por dias, impedindo o descarregamento dos caminhões coletores, o que deixou a Região Metropolitana de Belém tomada por lixo.
Por nota, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) afirmou que "está cumprindo o que foi acertado em reunião com a população do entorno do empreendimento, vistoriando diariamente a área do aterro e monitorando as medidas que foram determinadas pelo órgão ambiental para que os impactos causados pela má operação do empreendimento sejam minimizados".
A Semas também afirmou que "recepcionou solicitações de cartas consulta por parte de outros empreendimentos referente à situação de fechamento do aterro, também discutida com a comunidade".
Em nota, a Guamá Tratamentos de Resíduos informou que, embora as fortes chuvas dos últimos meses tenham impactado a operação do empreendimento, ela não teria responsabilidade nos danos ambientais ou à saúde de moradores da região. De acordo com a empresa, durante a obra, é necessária a movimentação de resíduos, o que pode causar picos temporários de geração de odor.
A companhia também afirmou que repudia veementemente o fechamento, ainda que temporário, do acesso ao aterro sanitário de Marituba, medida que prejudica os interesses da população ao impactar no ritmo de obras necessárias e definidas em conjunto com prefeituras, secretarias, vereadores e a comunidade.
(DOL)
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