Segundo o estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA), pelo terceiro mês consecutivo a alimentação básica dos paraenses comercializada em Belém apresentou queda de 0,34% em relação ao mês de fevereiro de 2017.
A alimentação também apresentou recuo de preço no 1º trimestre de 2017. No mês de março, a cesta básica de alimentos custou R$ 394,21.
Desde 2016, o Dieese mudou a metodologia da pesquisa da cesta básica e também passou a realizar o levantamento do preço do conjunto básico de alimentos em todas as capitais brasileiras.
De acordo com a pesquisa nacional da cesta básica de alimentos, efetuado pelo Dieese em todas as capitais do país, em 20 capitais foram verificados aumentos, e em apenas sete foi constatado queda de preço. As maiores altas foram registradas em algumas capitais da região Nordeste
O estudo feito pelo Dieese destacou os produtos como, arroz com queda de 5,22%, seguido do leite com queda de 2,92%, a carne bovina com queda de 2,70%, manteiga com queda de 1,65%, farinha de mandioca com queda de 1,56% e o pão com queda de 1,18%. Também no mês de março, poucos ítens mantiveram alta de preços, com destaque para o feijão com reajuste de 6,40%, seguido do tomate com alta de 4,90%, café com alta de 1,22% e do óleo de soja com alta de 1,10%.
Segundo o Dieese/PA no mês de março , o custo da cesta básica para uma família, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em torno de R$ 1.182,63.
A pesquisa da cesta básica de alimentos dos paraenses comercializada em Belém, no mês de março, mostrou ainda que para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu 45,73% do novo salário mínimo de R$ 937,00.
Nos primeiros três meses de 2017, a maioria dos produtos que compõem a alimentação básica dos paraenses apresentaram quedas de preços, com destaque para o feijão com recuo de 39,45%, seguido do leite com queda de 9,34%; manteiga com queda de 4,20%; café com queda de 3,20%; farinha de mandioca com queda de 2,52% e da carne bovina com queda de 2,26%.
Também no mesmo período, poucos produtos apresentaram altas de preços, com destaque para o óleo de soja com reajuste acumulado de 16,75%, seguido do tomate com alta de 4,14% e do açúcar com alta de 1,11%.
Com base no maior custo apurado para a cesta básica, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
O Dieese também apontou que os preços da alimentação básica dos paraenses nos últimos 12 meses mostrou queda acumulada no preço da cesta básica de 4,75%.
(Com informações do Dieese)
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