Uma nova espécie de peixe-elétrico foi descrita por pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). O animal é encontrado na bacia do rio Tuira, no Panamá. O estudo foi publicado na revista científica Copeia. O peixe tem nove características que o diferenciam das espécies já conhecidas, como padrão de coloração, número de escamas e disposição dos dentes.
Além de ampliar o conhecimento da diversidade da espécie, o estudo identificou potenciais áreas de ocorrência desse animal, o que facilitará investigações futuras sobre impactos ambientais e ameaças à espécie. De acordo com os pesquisadores, o Eingenmannia meeki é o primeiro peixe-elétrico com ocorrência nas bacias da América Central. Da mesma família da enguia Poraquê, a mais popular espécie de peixe-elétrico da Região Amazônica, tem entre 16 e 30 centímetros de comprimento. O nome é uma homenagem ao cientista norte-americano Seth Eugene Meek (1859-1914), autor do primeiro livro sobre peixes de água doce do Panamá da história.
COMUNICAÇÃO
A nova espécie utiliza a capacidade de gerar campos elétricos apenas como mecanismo de comunicação. Por habitar águas turvas, a emissão do campo elétrico é a forma que possuem para se orientar. O acervo ictiológico do Museu Emílio Goeldi possui abrangência neotropical, ou seja, a região biogeográfica que se estende do sul do México, passando pelas Ilhas do Caribe até o sul da América do Sul. A coleção é composta por cerca de 35 mil lotes, representando mais enfaticamente a bacia amazônica, com exemplares de peixes ósseos e cartilaginosos da região.
(Portal Brasil)
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