Em assembleia geral extraordinária, peritos, delegados, agentes, escrivães, papiloscopistas e servidores administrativos da Polícia Federal no Pará aprovaram por unanimidade o estado de mobilização da categoria.
Aderindo ao movimento nacional organizado por associações e sindicatos da PF, a reunião ocorreu no último dia 5, na sede da Superintendência Regional da PF, em Belém.
O protesto é contra a PEC 287/16 que prevê a retirada do artigo 144, da Constituição Federal, que reconhece a atividade de risco das carreiras policiais, extinguindo, assim, a aposentadoria especial desses servidores.
Para o diretor regional da Associação dos Peritos Criminais Federais, Paulo Carneiro, o Governo Federal desconsiderou as peculiaridades da atividade policial equiparando-a com as demais carreiras. Segundo ele, em média, 500 policiais de todas as forças morrem por ano no Brasil.
“O risco de morte é real. Andamos armados e em constante perigo. É exigida rigidez física e psicológica do policial”, pontua Carneiro.
PROPOSTAS
De acordo com Carneiro, na tentativa de alterar o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 que trata da reforma da previdência, a categoria está em contato diário com parlamentares.
A UPB encaminhou 3 propostas de emenda para que seja mantido o reconhecimento da atividade de risco do policial, além de solicitar a garantia de uma discussão separada para tratar com o governo a criação de uma lei específica para as carreiras policiais.
Como forma de protesto, Carneiro diz que a categoria está decidida a entregar o armamento e os coletes à prova de balas, caso a comissão especial da Câmara Federal desconsidere as propostas da categoria ao dar o parecer favorável à PEC.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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