Da culinária sofisticada à popular, se a tradição não permite o católico comer carne vermelha na Semana Santa, basta pegar algumas dicas com quem entende do assunto. Ao se aproximar do box 37, o cheiro da comida já exala, na barraca da Lúcia Torres. A experiência da cozinheira de 53 anos a permite ter a fama de fazer uma das comidas mais saborosas da feira do Ver-o-Peso, em Belém. Há 22 anos no mercado, ela acredita que o preço elevado do pescado não impede o paraense de fazer em casa um almoço saboroso na Sexta-feira Santa e no Domingo de Páscoa. “Basta substituir as espécies. Não precisa ser bacalhau nem uma pescada amarela para ter um prato bem elaborado”, orienta.
A cozinheira garante que a dourada, que está custando de R$ 12 a R$ 20 o quilo, é um pescado saboroso para diversos pratos. “Bem temperada no limão e sal, ele pode ser feita frita, assada ou cozida”, explica. Porém, para dar um toque mais sofisticado e fazer bonito no almoço da Semana Santa, basta acrescentar alguns ingredientes. “Tem molhos e mariscos que ajudam o prato a ficar ainda melhor. É só usar a criatividade”, afirma.

Solange Saboia com um suflê de caranguejo com jambu. (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)
PRATICIDADE
Para provar o que diz, Lúcia prepara uma dourada no molho rústico com camarões rosa. A porção para até três pessoas custa, em média, R$ 40. Outro ponto positivo: fica pronto em 20 minutos. O prato pode ser acompanhado de arroz branco, farinha d’água e o tradicional açaí. “Peixe de paraense tem de ter açaí. Ele vai reforçar o almoço e, de quebra, vai ficar mais regional”, brinca. O toque especial do prato é o molho de pimenta com jambu, mas esse é o segredo da vencedora do Prêmio Passaporte 2017, promovido pelo DIÁRIO POPULAR, na categoria popular. “Isso não conto a ninguém”, diz, sorrindo.
Engana-se quem pensa que chef de cozinha não usa ingrediente ao alcance de todos. A especialista em culinária espanhola Solange Saboia, 34, preparou um suflê de caranguejo com jambu para a data. O nome pode até ser sofisticado. No entanto, o prato que serve até três pessoas - a depender do apetite de quem vai comer - custa aproximadamente R$ 30. “Ele é simples e rápido. Pode ser acompanhado de salada verde, arroz, ou com farinha, como o paraense geralmente come”, conta.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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