Cerca de 200 membros das guardas de apoio de Nossa Senhora de Nazaré, representando 110 paróquias da capital e do interior do Estado, participaram, na manhã do último domingo (23), da primeira reunião de planejamento para o Círio 2017. Os participantes receberam orientações sobre como será organizado o trabalho da guarda nas duas maiores romarias da quadra nazarena: Trasladação e Círio. O encontro ocorreu no Centro Social de Nazaré, prédio anexo à Basílica Santuário, em Belém.
Devido ao número expressivo de componentes, somente os coordenadores da guarda de cada paróquia participam da reunião. Eles ficam encarregados de repassar todas as informações discutidas na ocasião aos demais membros das guardas das paroquias, conforme explicou Álvaro Couto, diretor de procissões da Guarda de Nossa Senhora de Nazaré.
Durante o encontro, foram pré-definidos os locais onde os guardas de apoio estarão posicionados nos dias das procissões. Eles também receberam orientações sobre eventuais mudanças e todo o esquema de trabalho, que vai desde fazer a segurança da berlinda da Santa com um cordão humano de isolamento entre a corda e os romeiros, bem como solucionar imprevistos e inibir o corte da corda, uma campanha permanente da Festa de Nazare. “A nossa missão é fazer com que a santa chegue em segurança ao fim da procissão”, afirma Couto.
Além disso, o trabalho realizado no Círio anterior é sempre avaliado neste momento com o intuito de melhorar o que deu certo. “É uma troca de sugestões para a organização desse planejamento”, diz. A segunda reunião da guarda já está marcada para dia 20 de agosto, quando será feita a convocação oficial dos guardas com a apresentação dos locais de atuação tanto na trasladação quanto no Círio.
AMOR
Membro da Guarda de Nazaré há 17 anos, Paulo Antônio Lopes, 45 anos, ocupa a função de coordenador da guarda da Paróquia de São Raimundo Nonato, no Umarizal. Para ele, o encontro vai além do planejamento técnico. “É um momento de comunhão entre os irmãos e de compartilhamento da fé”, pondera. “Precisamos falar a mesma língua, porque é um trabalho que se renova todos os anos”, sintetiza.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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