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Como lidar com um animal agressivo?

Cães e gatos são seres vivos complexos, e como tal, possuem comportamentos distintos entre si. Enquanto alguns são animais dóceis, calmos, com bom humor e brincalhões, outros podem apresentar alguma conduta mais complicada, como hiperatividade, estresse o

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Cães e gatos são seres vivos complexos, e como tal, possuem comportamentos distintos entre si. Enquanto alguns são animais dóceis, calmos, com bom humor e brincalhões, outros podem apresentar alguma conduta mais complicada, como hiperatividade, estresse ou depressão. Entre essas características, uma em especial pode trazer sérios problemas ao animal, aos donos e terceiros: a agressividade.

"Nós tínhamos um gato, o Jhonny, e dois cães, o Marco e o Touro. Enquanto os dois eram bem tranquilos, o Touro era mais raivoso. Com o tempo, ele começou a ficar mais territorial, agressivo. Começamos a ter problemas sérios com ele", afirma a pscicóloga Joana Raiol.

"O Touro era descendente de fila, enorme, e passou a ser difícil controlar ele. Tinha que ficar preso quando tinha visita, e mesmo assim, não ficava quieto. Latia e pulava no quintal. Depois de um tempo, teve que ser separado dos outros".Ela fala que a agressividade passou a ser incontrolável, chegando a um triste fim. "Ele só respeitava o meu pai, brigava com o Marco. Não sabíamos se tinha algum problema de antes de vir para nós. O fim veio no dia em ele atacou o Jhonny. O gato sobreviveu, mas ficou cego de um olho", afirma Joana. "Depois disso não teve como. Ele acabou indo para o sítio de um amigo do meu pai, em Baião. Foi uma pena, mas era insustentável".

Histórias como a de Joana e Touro, infelizmente, não são casos isolados. Muitas vezes o animal apresenta uma agressividade, que pode variar em diferentes graus, desde animais reclusos, intolerantes a outras espécies ou que ataquem humanos. Mas o que leva um pet a ter esse tipo de comportamento? Na realidade, as causas podem ser muitas.

"Muitos cães tem o instinto de proteger seu território e família, e as vezes essa função de guarda pode ser excedida através de ataques, principalmente contra estranhos, que ele entende como um intruso. Outros podem ter sofrido algum tipo de trauma, como apanhar quando eram filhotes, e desenvolveram essa agressividade como uma forma de proteção. Há ainda outros fatores, como depressão, sentimento de propriedade, maus tratos, fome... tudo isso pode afetar o comportamento do animal", explica o adestrador de cães Mauro Filho.

Segundo ele, o comportamento agressivo de um animal não quer dizer necessariamente que ele vá atacar, mas pode estar condicionado a um comportamento específico ou mesmo um momento do animal."É bom frisar que o animal que ataca não é ruim, mal. Pode estar passando por um problema ou outra questão. Uma cadela extremamente dócil pode ficar agressiva após ter filhotes, para proteger a cria. Um outro cão pode ser protecionista com um brinqueto ou pessoa. Talvez o animal tenha um trauma e não goste de um tipo específico de pessoa, com um tipo de odor, ou apenas contra homens", continua Mauro.

"Também não há raça agressiva. Um shit tzu pode ser agressivo e um pit bull não. Nem vai ser agressivo sempre. Um cão que levou tapas quando filhote pode ser um amor a maior parte do tempo, mas ser agressivo contra estranhos quando aproximam a mão de seu rosto. É preciso entender o que leva a e esse comportamento para poder tratar da melhor forma".

Gatos também podem ser territoriais e atacar animais muito maiores que eles, inclusive humanos. (Foto: reprodução/FreePic)
E casos de violência não são exclusividade dos cães. Gatos podem ter comportamentos extremamente agressivos, chegando a atacar os donos, visitas e até animais bem maiores que eles."Gatos são, em geral, menos sociaveis que cães. Isso é da espécie. Então são mais avessos a certos tipos de carinhos e brincadeiras, um pouco mais ariscos. Também tem problemas de territorialidade, além de cargas de estresse e traumas", continua o adestrador.
Como lidar com um animal agressivo, então? Na verdade, o melhor é evitar esse tipo de situação. "A criação correta desde filhote é fundamental. Dar carinho, atenção e evitar o estresse dele é o básico. Mas criar bem exige mais, como impor regras. Cães, por exemplo, vivem em matilhas, e precisam de um líder. Se ele achar que você não está no comando, ele vai pensar que é ele", afirma Mauro. "Treinar comandos básicos, como 'parar', 'sentar' e 'seguir' são essenciais para o controle do cão".
E para quem já tem um animal com comportamento agressivo. "Vejo que temos uma relação de carinho com o animal, então as vezes não queremos assumir que ele tem um problemas. Mas o animal dá sinais para a gente", conta o adestrador. "Ficar mais isolado, rosnar com maior frequência, responder menos a certos comandos, ficar em posição de ataque. Tudo isso deve ser levado a sério".
Nesses casos, os procedimentos básicos são simples: tente entender o seu animal e identificar a raiz do problema. Ele está há muito tempo sem passear? Fica constantemente com fome? Foi agredido quando filhote? Está sob estresse? Está só exercendo a territorialidade? Tendo uma ideia do que está afetando o seu animal, cuidar do problema pode ser mais fácil. "Lembrando que nunca se deve corrigir um animal, cão ou gato, com uma agressão. Principalmente se ele já tiver traços de agressividade. Isso só vai piorar a situação", diz Mauro.
Também é preciso entender e aceitar os limites do seu cão. Ele costuma atacar pessoas? Então cuidado ao passear. Use sempre a coleira, dependendo do caso, aevite passar perto de aglomerações e alerte desconhecidos para que não façam carinho nele. Ele não se dá bem com outros animais? Então levá-lo para a praça para brincar com outros cães não é uma boa ideia. É territorial? Então alerte seus convidados sobre isso e coloque seu pet em outro ambiente equanto recebe visitas.Mas, principalmente, busque apoio de profissionais. "Há uma série de profissionais que podem ajudar a melhorar o comportameto do animal. Um adestrador ajuda no controle, na questão de treinos e regras, mas um veterinário pode dar atenção em um tratamento mais específico, inclusive na questão de medicamentos, em casos mais graves", conclui Mauro."É bom alertar que não existe uma 'cura' para agressividade, mas tratamento e controle constante.
Todo animal quer ser amado e pode ser carinhoso. Mas, cada um em sua medida, necessitam de um tato especial". Cães e gatos são seres vivos complexos, e como tal, possuem comportamentos distintos entre si. Enquanto alguns são animais dóceis, calmos, com bom humor e brincalhões, outros podem apresentar alguma conduta mais complicada, como hiperatividade, estresse ou depressão. Entre essas características, uma em especial pode trazer sérios problemas ao animal, aos donos e terceiros: a agressividade.
Ela fala que a agressividade passou a ser incontrolável, chegando a um triste fim. "Ele só respeitava o meu pai, brigava com o Marco. Não sabíamos se tinha algum problema de antes de vir para nós. O fim veio no dia em ele atacou o Jhonny. O gato sobreviveu, mas ficou cego de um olho", afirma Joana. "Depois disso não teve como. Ele acabou indo para o sítio de um amigo do meu pai, em Baião. Foi uma pena, mas era insustentável".
Histórias como a de Joana e Touro, infelizmente, não são casos isolados. Muitas vezes o animal apresenta uma agressividade, que pode variar em diferentes graus, desde animais reclusos, intolerantes a outras espécies ou que ataquem humanos. Mas o que leva um pet a ter esse tipo de comportamento? Na realidade, as causas podem ser muitas.
"Muitos cães tem o instinto de proteger seu território e família, e as vezes essa função de guarda pode ser excedida através de ataques, principalmente contra estranhos, que ele entende como um intruso. Outros podem ter sofrido algum tipo de trauma, como apanhar quando eram filhotes, e desenvolveram essa agressividade como uma forma de proteção. Há ainda outros fatores, como depressão, sentimento de propriedade, maus tratos, fome... tudo isso pode afetar o comportamento do animal", explica o adestrador de cães Mauro Filho.
Segundo ele, o comportamento agressivo de um animal não quer dizer necessariamente que ele vá atacar, mas pode estar condicionado a um comportamento específico ou mesmo um momento do animal. "É bom frisar que o animal que ataca não é ruim, mal. Pode estar passando por um problema ou outra questão. Uma cadela extremamente dócil pode ficar agressiva após ter filhotes, para proteger a cria. Um outro cão pode ser protecionista com um brinqueto ou pessoa.
Talvez o animal tenha um trauma e não goste de um tipo específico de pessoa, com um tipo de odor, ou apenas contra homens", continua Mauro."Também não há raça agressiva. Um shit tzu pode ser agressivo e um pit bull não. Nem vai ser agressivo sempre. Um cão que levou tapas quando filhote pode ser um amor a maior parte do tempo, mas ser agressivo contra estranhos quando aproximam a mão de seu rosto. É preciso entender o que leva a e esse comportamento para poder tratar da melhor forma".
"A criação correta desde filhote é fundamental. Dar carinho, atenção e evitar o estresse dele é o básico. Mas criar bem exige mais, como impor regras. Cães, por exemplo, vivem em matilhas, e precisam de um líder. Se ele achar que você não está no comando, ele vai pensar que é ele", afirma Mauro. "Treinar comandos básicos, como 'parar', 'sentar' e 'seguir' são essenciais para o controle do cão".
ReproduçãoEm alguns casos, é necessário utilizar equipamentos como focinheira ou enforcador para passear com o animal. (Foto: reprodução/FreePic)
E para quem já tem um animal com comportamento agressivo. "Vejo que temos uma relação de carinho com o animal, então as vezes não queremos assumir que ele tem um problemas. Mas o animal dá sinais para a gente", conta o adestrador."Ficar mais isolado, rosnar com maior frequência, responder menos a certos comandos, ficar em posição de ataque. Tudo isso deve ser levado a sério".
Nesses casos, os procedimentos básicos são simples: tente entender o seu animal e identificar a raiz do problema. Ele está há muito tempo sem passear? Fica constantemente com fome? Foi agredido quando filhote? Está sob estresse? Está só exercendo a territorialidade? Tendo uma ideia do que está afetando o seu animal, cuidar do problema pode ser mais fácil."Lembrando que nunca se deve corrigir um animal, cão ou gato, com uma agressão. Principalmente se ele já tiver traços de agressividade. Isso só vai piorar a situação", diz Mauro.
Também é preciso entender e aceitar os limites do seu cão. Ele costuma atacar pessoas? Então cuidado ao passear.Use sempre a coleira, dependendo do caso, evite passar perto de aglomerações e alerte desconhecidos para que não façam carinho nele. Ele não se dá bem com outros animais? Então levá-lo para a praça para brincar com outros cães não é uma boa ideia. É territorial? Então alerte seus convidados sobre isso e coloque seu pet em outro ambiente equanto recebe visitas.
Mas, principalmente, busque apoio de profissionais."Há uma série de profissionais que podem ajudar a melhorar o comportameto do animal. Um adestrador ajuda no controle, na questão de treinos e regras, mas um veterinário pode dar atenção em um tratamento mais específico, inclusive na questão de medicamentos, em casos mais graves", conclui Mauro. "É bom alertar que não existe uma 'cura' para agressividade, mas tratamento e controle constante. Todo animal quer ser amado e pode ser carinhoso. Mas, cada um em sua medida, necessitam de um tato especial".
Reportagem: Gustavo Dutra
Coordenação: Diana Verbicaro
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