Segundo as pesquisas realizadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA), a geração de empregos está comprometida não apenas no Pará, mas em todo Brasil, pelo reflexo da crise econômica sobre o mercado de trabalho e a renda.
Ainda de acordo com o Dieese/PA, após 13 anos de crescimento sequenciais na geração de empregos formais e crescimento salarial, a situação se modificou bastante desde 2015 e continuou em queda livre no 1º trimestre de 2017.
O Dieese apontou ainda, que foram fechados em 2016 cerca de 39 mil postos de trabalhos em todo o Estado, e envolveu praticamente todos os setores de atividades econômicas no Brasil, e foram extintos no mesmo período aproximadamente 1,3 milhão de postos de trabalho, e a situação também piorou muito no primeiro trimestre de 2017.
O estudo recente e geral elaborado pelo Dieese/PA cobriu os últimos 12 meses sobre a flutuação de postos de trabalho no Pará, e mostra quedas expressivas na geração de empregos formais abrangendo praticamente todos os setores econômicos.
O estudo analisou a trajetória do emprego formal no Estado nos últimos 12 meses mostra queda na geração de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados.
Foram feitas no período analisado no Pará 255.370 admissões e 293.860 desligamentos gerando um saldo negativo de 38.490 postos de trabalho. A perda de postos de trabalho formal é uma das maiores já verificada na década.
Os setores mais impactados foram a construção civil com a extinção de 20.999 postos de trabalho, seguido do comercio, com a perda de 9.247 postos de trabalho, o setor serviços com a perda de 3.737 postos de trabalho; setor da industria de transformação com a perda de 3.589 postos de trabalho e do setor da agropecuária com a perda de 503 postos de trabalho.
Também no mesmo período analisado a maioria dos Estados da região Norte apresentaram quedas na geração de empregos formais.
(Com infomações do Dieese/PA)
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