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Movimento é fraco em praias de Outeiro

Quem procurou, ontem de manhã, véspera do feriado, as praias de Outeiro, distrito de Belém, encontrou tranquilidade, uma extensa faixa de areia fofa e um tempo que oscilou com sol entre nuvens e pancadas de chuva. A maré alta foi registrada às 14h30. Quem

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Quem procurou, ontem de manhã, véspera do feriado, as praias de Outeiro, distrito de Belém, encontrou tranquilidade, uma extensa faixa de areia fofa e um tempo que oscilou com sol entre nuvens e pancadas de chuva. A maré alta foi registrada às 14h30. Quem não gostou da calmaria foram os comerciantes que pouco faturaram no local, durante o fim de semana. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a área recebeu, até o fim da tarde de domingo, quatro mil pessoas. A expectativa é que o número dobre hoje.

O casal Gilda Maria, 45, e Toni Cardoso, 48, reuniu os vizinhos, do bairro Curió-Utinga, e foi curtir o domingo na praia Grande, a mais movimentada do distrito. “Faça chuva ou sol, vamos ficar aqui até o fim da tarde”, avisava o servente. Já a esposa garante que o feriadão é momento de aproveitar a família e os amigos. “Não há nada melhor que estar com as pessoas que amamos, na praia, bebendo e comendo”, brincava a doméstica.

Mesmo com orçamento apertado, as seis pessoas da família do motorista Paulo Sampaio, 48, foram à praia. “Vamos ficar até a hora do almoço, para comer em casa”, contou. As bebidas e os lanches foram organizados no isopor, pela esposa, a dona de casa Edinalda Sampaio, 42. “Moramos no Guamá, mas temos casa aqui. O almoço está nos esperando”, contou.

Acostumada a vender, nos fins de semana, pelo menos seis caixas de latinhas de cerveja, a ambulante Patrícia Basto, 42, até a manhã de ontem, tinha comercializado apenas a metade. “Nesses últimos feriados, as pessoas estão ficando mais em casa. E, quando vêm à praia, trazem o isopor com as bebidas e bastante comida”, observou.

Há 30 anos, Raimundo Pereira, 50, vende abacaxi na Praia Grande. Ele também reclamou do movimento. “Outeiro não é mais como antes. Eu vendia 200 frutas por dia, no fim de semana”, disse vendedor, que faturou apenas 50% do que de costume, ontem.

A expectativa do ambulante Edinaldo Franco, 43, é que hoje, Dia do Trabalhador, o público aumente. “Segunda-feira é o dia de maior movimento, em Outeiro. Como é feriado, acho que vai lotar”, apostou. Ele aluga boias infláveis no balneário, há cinco anos, e notou que o faturamento caiu nos últimos tempos. “Em 2017, ainda não teve um feriado excelente para vendas”, lamentou.

Na praia do Amor, o movimento também era tranquilo. Às 11h, pouco se via banhista no local. A maioria das barracas estava vazia.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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