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Trabalhadores dos Correios mantêm greve no Pará

Na próxima quinta-feira (04), uma nova assembleia irá discutir a greve dos trabalhadores dos Correios em todo do Brasil, inclusive do Pará. Na última terça-feira (2), em outra reunião, a categoria decidiu manter a greve iniciada no dia 27 de abril. Segun

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Na próxima quinta-feira (04), uma nova assembleia irá discutir a greve dos trabalhadores dos Correios em todo do Brasil, inclusive do Pará. Na última terça-feira (2), em outra reunião, a categoria decidiu manter a greve iniciada no dia 27 de abril.

Segundo Tadeu Campos, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos do Estado do Pará (Sincort), na manhã de hoje ocorreu uma reunião em Brasília entre membros do sindicato nacional e parlamentares que apoiam a greve da categoria. "Não estamos lutando por avanços, mas sim pela manutenção de nossas conquistas", esclareceu Campos.

Ainda de acordo com ele, as principais reivindicações da categoria são a luta contra a privatização dos Correios e a demissão de cerca de 25 mil funcionários, além da manutenção do cronograma de férias definido no ano passado.

Pela tarde, às 16h, ocorrerá uma reunião do sindicato com funcionários dos Correios, na sede da empresa, na avenida Presidente Vargas, centro de Belém.

Outras reivindicações dos funcionários são as seguintes:

- Revogação da entrega alternada (DDA) e OAI (otimização de atividade interna), com discussão e análise da metodologia em comissão paritária, que deverá submeter para ratificação ou não, em assembleia regional pelos trabalhadores;

- Suspensão das ameaças de demissão motivada e privatização;

- Suspensão do fechamento das 250 agências de Correios e a criação de comissão com participação dos trabalhadores para tratar sobre o tema relacionado às agências;

- Buscar alternativas, com a participação dos empregados, para o lançamento contábil do pós-emprego junto ao SEST, Ministério das comunicações e demais órgãos controladores, para reavaliar as variáveis aplicadas no cálculo do pós-emprego e o lançamento parcelado, afim de não impactar na situação econômica da empresa;

- Buscar e articular em conjunto, empresa e representações sindicais, medidas para reaver os repasses adiantados para o governo federal que fragilizaram novos investimentos na empresa;

- Buscar e articular, em conjunto, empresa e representações sindicais, a parceria com o governo federal, para implementar o projeto de fidelização do serviços junto aos Correios, fortalecendo a empresa e garantido sua saúde financeira com novos negócios.

Paralisação nacional

Os sindicatos que mantiveram a paralisação são: Pará, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, São José do Rio Preto, São Paulo (capital, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Campinas, Bauru e Ribeirão Preto) e Santa Catarina.

(DOL e Agência Brasil)

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