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Adoção de pets: um ato de muito amor

A presença de um animal de estimação contribui e muito para se ter um lar feliz. Animados e companheiros os bichos transformam por completo a rotina de qualquer moradia. Em algumas situações, eles escaparam da morte, do abandono ou de maus-tratos e ganhar

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A presença de um animal de estimação contribui e muito para se ter um lar feliz. Animados e companheiros os bichos transformam por completo a rotina de qualquer moradia. Em algumas situações, eles escaparam da morte, do abandono ou de maus-tratos e ganharam uma casa feliz e cheia de amor. Em mais uma matéria da série SOS Pets, do DIÁRIO, você vai conhecer um pouco das experiências de quem adotou um ou vários animais.

A vendedora Renata Maciel, 27, há 3 anos e meio achou uma gata abandonada em uma praça. Ao resgatar o animal e levar ao veterinário, descobriu que ele não tinha nem um mês de vida. Esse pouco contato já foi suficiente para fazer com que ela se apaixonasse e a gata ganhou o nome de Lilica. De lá pra cá, as duas seguem cada vez mais juntas, a ponto de Renata deixar até de viajar para não precisar se afastar da companheira.

“Ela é fofa demais”, diz, orgulhosa. “Não dá trabalho nenhum, é a rainha da casa. E somos muito grudadas mesmo. Meu namorado, que mora comigo, diz que quando saio ela fica meio desanimada, me procura”, conta. O contato com animais que foram retirados da rua sempre foi uma constante na casa de Renata, já que a sua mãe também adotou animais. E ela garante que enxerga neles reações de gratidão. “O próprio grude da Lilica comigo acho que tem a ver com isso, porque fui eu quem resgatei, levei ao veterinário, tratei com vitaminas, dei remédio para eliminar as pulgas”, lembra.

A experiência tem sido tão boa que Renata tem vontade de adotar mais um gato em breve - Lilica até tinha uma gatinha que lhe fazia companhia, mas que acabou morrendo. “E quero que seja da rua também, como Lilica era. É tanto abandono que não vejo motivos para comprar um animal. É um hábito que esquenta o coração da gente”, afirma. A jornalista Natália Matos, 28, já adotou vários animais. O último foi um cachorro abandonado. “Depois dele, ficamos com 2 cachorros, 2 gatos e duas tartarugas. São como meus filhos”, afirma.

A jornalista Natália Matos já adotou 2 cachorros, entre outros animais que ela cuida (Foto: Divulgação)

DOAÇÃO

Natália é totalmente a favor da adoção, mas faz questão de lembrar que ter animais de estimação dá trabalho e exige uma série de cuidados. Não é só pegar e levar para casa. “Ainda mais vindo da rua, que precisa de todo um trabalho para se educar e aprender algumas coisas”, destaca a jornalista. “Adotar também é se doar, é uma experiência de paciência, além de muito amor”, descreve, garantindo que os bichos acabaram adotados pela família inteira. “Todos com saúde, bem cuidados e muito amados”, reforça Natália.

Para ela, além de todo o carinho com os animais, vale muito a possibilidade de fazer algo tão gratificante. “Saber que você ajudou um bichinho que talvez não tivesse chance de sobrevivência não tem preço. É incrível ver a saúde deles voltando. Acredito que o amor transforma”, afirma.

A jornalista Anita Brasil e a sua gata, a Olívia (Foto: Divulgação)

União para ajudar animais

Há 5 anos, a jornalista Anita Brasil, 28 anos, recolheu da rua uma gata com nada menos que 3 patas quebradas. Inicialmente, a ideia era só viabilizar o tratamento para que ela voltasse a andar. A questão é que ela não sabia nem por onde começar na hora de buscar ajuda.

A internet foi o primeiro canal que Anita procurou e acabou descobrindo que havia grupos de pessoas que se dedicavam a reabilitar animais abandonados e vítimas de maus-tratos. “Eu não sabia nem que isso existia, era zerada mesmo nesse sentido”, recorda.

A falta de conhecimento acabou fazendo com que ela procurasse uma série de tratamentos errados, que consumiram dinheiro, mas não acabaram com a dor da gata, que chorava dia e noite. “Já tinha gastado R$ 1 mil e não sabia mais o que fazer. Foi quando o grupo me ajudou. Fiz rifa, bazar para ajudar a pagar os custos da clínica e deu tudo certo”, reconhece Anita, que chegou a integrar a Organização Não Governamental (ONG) que a ajudou por algum tempo, até criar, em parceria, a sua própria.

OLÍVIA

Hoje, Olivia, a gata encontrada com as patas quebradas, vive saudável e feliz com Anita, que é uma das 30 voluntárias que movimenta o Amor de Patas, uma ONG que serve de ponte entre animais abandonados e vítimas de violência com o tratamento e o novo lar. “A gente recebe muito animal vítima de violência, é algo que dói muito na gente”, afirma. “Então, o sentimento é de dever cumprido e de alívio por conseguir dar um novo começo para o animal”, diz a jornalista. “Para quem adota então, acho que esse sentimento é ainda bem maior”, conclui.

Amor de Patas

Quer denunciar casos de violência contra animais ou ajudar a ONG?
Veja os contatos
Facebook - /amordepatas1
Instagram - @amordepatas
Loja virtual - amordepatas.loja2.com.br

CASOS FAMOSOS

Esses animais passaram por poucas e boas antes de encontrar famílias que lhes deram tratamento, amor e uma conta no Instagram com milhares de seguidores.

CAMPANHA PROJETO SOS PETS

O DIÁRIO e o DIÁRIO ONLINE (DOL) publicarão uma série de 12 matérias relacionadas aos animais de estimação, sempre aos domingos e quinta-feiras (DIÁRIO) e segunda e quartas (DOL), sobre alimentação, saúde, comportamento, entre outros temas relacionados ao mundo animal. O projeto tem o patrocínio da Helfine e do Help Fast Delivery.


(Carolina Menezes/Diário do Pará)

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