Seja adotando, ganhando ou comprando um animal de estimação, é muito importante ter a consciência de que um bicho, grande ou pequeno, adulto ou filhote, exige bem mais do que um carinho, um lugar para dormir e um pouco de comida. Vacinas, vermífugos, rações, xampus, sabonetes e outros itens compõem o, digamos, kit sobrevivência do animal.
Médica veterinária e mestra em reprodução humana, Marina Brito, 28, carrega na própria qualificação o exemplo de que hoje há todo tipo de cuidados para animais. Ela defende que não é preciso gastar muito para ter um companheiro em casa. Ao mesmo tempo, afirma que o básico não pode ser negligenciado. “O indispensável é pensar em saúde. Toda vez que se adquire um filhote, fica-se responsável pela vermifugação e vacinação obrigatórias. Isso não pode ser encarado como algo eletivo”, aponta.
Economizar nesse momento pode significar precisar gastar bem mais lá na frente, e sem garantias de conseguir salvar o pet. “Animal não vacinado está exposto a cinomose, parvovirose, leptospirose e uma série de doenças que vão exigir um tratamento bastante caro e o risco de o bichinho morrer é enorme”, reforça Marina.
Três múltiplas e uma antirrábica são obrigatórias para cães e gatos pequenos, além de uma dose de vermífugo. Maiores, eles passam a ser vacinados anualmente (uma múltipla e uma antirrábica) e vermifugados uma vez a cada 6 meses. “Aí o custo já cai para R$ 140 ao ano com vacinas, mais ou menos”, enumera a veterinária.

Produtos é que não faltam no mercado pet. (Foto: Marcelo Lélis/Diário do Pará)
ALIMENTAÇÃO
Se há condição de oferecer uma ração Super Premium, considerada de maior qualidade, o dono do animal vai pagar pelo menos R$ 50 pelo saco de um quilo do alimento. “Mas é possível achar outras mais baratas, mas de qualidade, por valores menores, como R$ 15 a R$ 20 o quilo”, afirma.
Mas ela pondera: investir em uma alimentação de mais qualidade e um pouco mais cara não deixa de ser uma forma de cuidar da saúde do animal. “Agora, se o animal desenvolve uma intolerância e precisa ou partir para a alimentação natural, o dono vai sentir o impacto no bolso”, confirma ela, que conta ter pets que, por exemplo, não podem comer nada com peixe ou carne de porco.
Com a castração, se for necessário, o dono pode se preparar para desembolsar pelo menos cerca de R$ 800. Segundo porque, apesar de um custo razoável, a cirurgia diminui consideravelmente riscos de cânceres diversos - próstata, mama, útero, etc. “Eu acredito que seja um procedimento fundamental, por tudo o que previne”, avalia Marina.
BANHO
O banho é fundamental para manter em dia a higiene do bichinho. Não tem grana para o pet shop todo mês? Não tem problema, pode dar em casa mesmo. Porém, vale gastar um pouco para garantir xampus e sabonetes adequados ao tipo de pelo, pele e raça.
ECONOMISTA DIZ QUE, SE PLANEJADOS DIREITO, OS CUSTOS SÃO ADMINISTRÁVEIS
O economista Nélio Bordalo Filho, 56 anos, é categórico: planejando direitinho, os custos são facilmente administráveis. “É como todos os custos do dia a dia. Tem de ir para a planilha, prever quanto vai ser preciso gastar todo mês com comida e com saúde”, recomenda. “Hoje em dia, para os animais tem quase tanta coisa quanto tem para nós, acho que eles estão até melhores!”, diverte-se. “Fora as vacinas, banhos, tosas, que são fundamentais e precisam ser incluídos na programação financeira, há de se ter cuidado principalmente na hora do uso do cartão de crédito para comprar os brinquedinhos e supérfluos”, orienta.
Uma dica extra de Nélio é pensar que, em um futuro, no momento em que o animal esteja mais velho, ele vai precisar de cuidados e gastos que antes não precisava. “É legal pensar em uma reserva, seja de dinheiro ou de folga na capacidade de endividamento, para custear algum tratamento ou emergência que a saúde do animal vai exigir”, presume o economista.


O DIÁRIO e o DIÁRIO ONLINE (DOL) publicarão uma série de 12 matérias relacionadas aos animais de estimação, sempre aos domingos e quinta-feiras (DIÁRIO) e segunda e quartas (DOL), sobre alimentação, saúde, comportamento, entre outros temas relacionados ao mundo animal. O projeto tem o patrocínio da Helfine e do Help Fast Delivery.
(Carolina Menezes/Diário do Pará)
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