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Animais atropelados ganham uma 2ª chance de viver

Uma segunda chance pode significar muito. Ainda é um costume cruel abandonar à própria sorte bichos atropelamentos e que tiveram algum tipo de deficiência. Por outro lado, há história de finais felizes para animais e os donos. Por exemplo, hoje o Nico Art

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Uma segunda chance pode significar muito. Ainda é um costume cruel abandonar à própria sorte bichos atropelamentos e que tiveram algum tipo de deficiência. Por outro lado, há história de finais felizes para animais e os donos. Por exemplo, hoje o Nico Arthur, um cão vira-latas de aproximadamente 2 anos de idade, leva uma vida de rei na casa da dona, a dentista Pollyana Cecim, 35. Mas as coisas foram bem complicadas para o cão até os caminhos deles se cruzarem.

Com menos de dois meses de vida, o cachorro foi encontrado na rua com a pata dianteira esquerda totalmente comprometida por causa de um atropelamento. Uma boa alma o levou até a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), onde ele foi operado e teve o membro amputado. Passados alguns meses, ele se recuperou e começou uma nova saga: a da busca pelo lar definitivo.

Ele seria devolvido várias vezes ao canil da universidade até Pollyana se apaixonar por eles. “Em uma das casas ele chegou a ficar por três meses, mas o devolveram”, conta a dentista, com a voz embargada. “Hoje eu agradeço que isso tenha acontecido, porque ele é o xodó lá de casa, dorme na minha cama, é o rei, que nem no nome”, afirma.

Foi por causa de uma reportagem sobre cães “especiais” que Pollyana decidiu que gostaria de ter um bichinho “diferenciado”. “Uma amiga que é voluntária do grupo Amor de Patas me contou sobre a história de um cachorro que vivia sendo devolvido e não tinha uma pata. Me mostrou a foto dele e pronto, foi amor à primeira vista”, lembra.

Ana Pantoja contou com o apio da família para adotar. (Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)

AJUDA

Ana Pantoja, bacharel em Turismo, 31, é, sem exageros, um anjo na vida do Valentim, também cachorro, também vira-lata, e hoje com quase 10 anos de idade. Há 3, ela acompanhou a história do cachorro que teve a pata dilacerada em um atropelamento, passou dias vagando até ser recolhido para uma clínica e quase morreu por conta de uma anemia profunda. Até de transfusão o cão precisou e a pata machucada, traseira direita, precisou ser eliminada. ”Chorei muito no dia em que soube disso, cheguei com minha mãe, meus irmãos e pedi ajuda. Eles toparam que eu o buscasse. Quem iria adotá-lo? Todo mundo quer filhote. Ele já tinha uns 6 para 7 anos na época”, justifica.

Valentim ainda precisou de mais cuidados porque tinha problemas de pele, mas quando se restabeleceu por completo, grudou em Ana de um jeito que ela não pode nem balançar as chaves ao chegar na porta de casa que ele corre atrás dela, chorando. “Meu marido diz que ele é mimado e tolo, mas ele é muito amoroso, gosta de brincar, de reinar. Até corre!”, orgulha-se.

CAMPANHA PROJETO SOS PETS

O DIÁRIO e o DIÁRIO ONLINE (DOL) publicarão uma série de 12 matérias relacionadas aos animais de estimação, sempre aos domingos e quinta-feiras (DIÁRIO) e segunda e quartas (DOL), sobre alimentação, saúde, comportamento, entre outros temas relacionados ao mundo animal. O projeto tem o patrocínio da Helfine e do Help Fast Delivery.



(Carolina Menezes/Diário do Pará)

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