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Campanha nacional quer combater a parasitose

Quando a professora Heloisa Pastana, 30, passou a sentir dores no estômago, enjoos e tontura, procurou ajuda médica. Mas não conseguiu consulta em Belém. Ao saber que a partir do último dia 17 a capital receberia o ‘Movimento Brasil sem Parasitose’, ela n

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Quando a professora Heloisa Pastana, 30, passou a sentir dores no estômago, enjoos e tontura, procurou ajuda médica. Mas não conseguiu consulta em Belém. Ao saber que a partir do último dia 17 a capital receberia o ‘Movimento Brasil sem Parasitose’, ela não perdeu tempo e já foi ontem à carreta da programação, na Praça Felipe Patroni, no bairro da Cidade Velha. “Trouxe a minha filha também. Já estamos com medicamentos para tratar as doenças causadas pelas vermes”, conta.

Muitas vezes, as enfermidades causadas por parasitas, as parasitoses, mais conhecidas como ‘vermes’, são silenciosas ou dão sintomas poucos específicos. “Nossa campanha vem para alertar a população que a melhor forma é prevenir, manter os cuidados básicos”, orienta o presidente da Sociedade Paraense de Gastrenterologia, Octavio Souza Júnior.

Ele observa que, em Belém, ao menos 20% da população tem algum tipo de verme. Os dados da Sociedade dizem ainda que nas periferias os parasitas atingem 50% das crianças. “Somos uma capital com pouco saneamento básico e não tem água encanada de qualidade, isso, principalmente, onde há aglomeração de casas e palatifas”, destaca o especialista.

Além dos remédios que a diarista Vera Lúcia, 43, levou para casa, algumas lições foram aprendidas. “Temos de lavar as mãos para tudo. Deixar os alimentos bem limpos também”, ensina. Ela mora na Cremação, e seu filho, de 10 anos, já foi vítima da doença. “O João já foi orientado também. O nosso maior desafio é a água, que sai suja, escura, das torneiras”, reclama.

A campanha ocorre desde 2016, promovida pela Federação Brasileira de Gastrenterologia. Este ano, Belém é a 8° capital visitada, entre os dias 17 e 21 deste mês.

PARA ENTENDER

Sintomas: dores abdominais; diarreia; gases; falta de ar; anemia; perda de peso; náuseas; vômitos; tosse; falta de ar; anemia; coceira no ânus e até vontade de comer coisas estranhas:terra, areia, tijolo.

Transmissão: por duas formas: oral (ingestão de ovos ou cistos dos parasitas pela boca), ou através de penetração de larvas pela pele.

Previna: mantenha o ambiente higienizado. Pelo saneamento básico é ideal ter: abastecimento de água potável, coleta de lixo e tratamento de esgoto e limpeza urbana.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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