O Brasil tem a maior e mais complexa rede de bancos de leite do mundo, com 221 unidades e 186 postos de coleta, segundo o Ministério da Saúde. Apesar da estrutura e das mobilizações, o número de doações ainda é baixo, e a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano consegue suprir quase 60% da demanda para os recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) neonatais do País. As informações sãoda Agência Brasil.
Para ampliar a conscientização sobre a importância da doação de leite humano e incentivar a prática entre as mães que amamentam, o ministério lançou, na semana passada, a campanha Doe Leite Materno de 2017, em parceria com a rede de bancos de leite. “Nada é mais presente do que o senso de solidariedade de uma mãe que amamenta seu bebê”, disse o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprígio.
Gisele Bortoline, de 33 anos, teve pré-eclampsia grave quando estava grávida de Helena, hoje com 1 ano e 3 meses. A menina nasceu prematura, com apenas 740 gramas, ficou internada por 4 meses na UTI neonatal e recebia leite materno por uma sonda.
AJUDA
Gisele conta que retirava o leite para a filha, mas que, com o tempo, não conseguiu o suficiente e precisou do apoio do banco de leite. “As mães que doaram leite ajudaram a recuperar a Helena em uma fase tão crucial da vida. Isso foi fundamental”, disse. “Se o leite humano já é tão importante para os bebês bem nascidos, o que dirá para essas crianças. O leite humano se apresenta como um fator de sobrevivência”, disse João Aprígio. Desenvolvida há 32 anos, a estratégia de bancos de leite beneficiou, entre 2009 e 2016, mais de 1,8 milhão de recém-nascidos e teve apoio de 1,3 milhão de doadoras. A doação de leite humano também representa uma economia de R$ 180 milhões com a diminuição da necessidade de compra de fórmulas artificiais nas maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

(Folhapress)
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