Entidades ligadas à defesa dos trabalhadores da área de Segurança Pública do Pará seguem repudiando as acusações de que policiais teriam agido como executores em Pau D’Arco, no último dia 24, quando um cumprimento de mandados de prisão na fazenda Santa Lúcia terminou com 10 pessoas mortas. Também não acham necessário a Polícia Federal (PF) começar uma investigação relacionada ao caso, cuja possibilidade foi levantada pelo presidente do Conselho Federal de Direitos Humanos, Darci Frigo.
Diretor de Relações Públicas da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares do Estado do Pará, o cabo Francisco Xavier está em Redenção acompanhando as investigações e afirma não ver ilegalidades no que ocorreu. “O que a gente ouve de quem está aqui é que o grupo que estava na fazenda estava fortemente armado“.
Também acompanhando as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Pará, o secretário geral da Associação dos Delegados de Polícia do Pará, delegado João Paiva, não vê necessidade de uma investigação paralela. Defensor das corporações envolvidas na operação realizada na Santa Lúcia, ele acredita que os que participaram precisam ser ouvidos com toda a atenção. E diz que a sociedade local fez manifestações favoráveis às ações da Segurança Pública. “O que ouvimos é que se tratava de um grupo (que estava na fazenda) com armas potentes que invadia áreas com frequência para revendê-las e que tinham pessoas envolvidas em outros assassinatos”, diz. “Não teve policial morto porque policial tem técnicas”, afirma.
Defesa
Deputado estadual e soldado da Polícia Militar, Tércio Nogueira (Pros) criticou o pré-julgamento da sociedade e da imprensa direcionado aos policiais envolvidos no caso. Ele lembrou que os encaminhamentos rumo ao Judiciário já foram feitos. “O juiz vai, ao final, decidir se houve excesso ou não. Enquanto isso, a gente defende de forma ferrenha a atuação de uma corporação que foi, sob comando de delegado, apenas apoiar a Delegacia de Crimes Agrários na realização de uma operação”.
(Diário do Pará)
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