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Ciclovias mal planejadas de Belém recebem críticas

As intermináveis obras do sistema de Bus Rapid Transit (BRT) em Belém, além de se arrastarem por muitos anos e causarem grandes transtornos para a população de Belém e região metropolitana, também proporcionam grandes exemplos da falta de controle e organ

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As intermináveis obras do sistema de Bus Rapid Transit (BRT) em Belém, além de se arrastarem por muitos anos e causarem grandes transtornos para a população de Belém e região metropolitana, também proporcionam grandes exemplos da falta de controle e organização do espaço público.

Atualmente, o novo problema é a presença de postes, placas de sinalização e até mesmo pontos de ônibus em cicloVIas da avenida Augusto Montenegro, bairro da Marambaia, em Belém.

Um internauta enviou ao DOL algumas imagens que mostram o caso. “Essa é nova inovação em aparelhos de ciclofaixas no Brasil. Se encontra na Augusto Montenegro. A ciclofaixa, não sinalizada, compartilhada com placas de não estacione e paradas de ônibus. Novamente Belém do Pará inovando... Prefeitura mesmo moderna”, ironizou o internauta .

Imagem: Via WhatsApp

Os absurdos não são recentes. Em 2014, calçadas da avenida Almirante Barroso já haviam sido transformadas em ciclovias, provocando grande confusão. No ano passado, até mesmo um jacaré foi encontrado nas proximidades da obra.

Outras iniciativas que também "sumiram"

Nos últimos anos, enquanto as obras do BRT seguem se arrastando, algumas iniciativas que visavam - aparentemente - melhorar a qualidade dos serviços e a mobilidade urbana em Belém não vingaram.

No início de 2015, duas rotas com ônibus "seletivos" passaram a circular entre o distrito de Icoaraci e o centro da capital paraense. As linhas, que seguiam até o Ver-o-Peso e a Presidente Vargas, no entanto, duraram poucos meses. Os usuários que aproveitavam os ônibus com melhor estrutura e ar condicionado, viram-se "do dia para a noite" sem acesso ao serviço.

Na época, a Semob justificou que as linhas seletivas operavam de forma experimental, mas foram suspensas em função da baixa demanda de usuários, pois o serviço era oferecido a um preço diferenciado, anda que os ônibus constantemente fossem vistos com grande quantidade de pessoas.

Outra iniciativa que não vingou em Belém foi bem mais curiosa e, talvez, vergonhosa. A lancha que fez por apenas duas semanas o tráfego entre o distrito de Icoaraci e o Ver-o-Peso foi suspensa após 16 dias, no início de 2016. A Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) justificou o curto espaço de tempo de funcionamento como uma necessidade para "análise da viabilidade da criação definitiva da linha".

A embarcação com passagens "para turista" não durou nem 20 dias em Belém. Foto: Adriano Magalhães.

Segundo a Semob, para que a população possa aproveitar o transporte hidroviário a um valor condizente com a tarifa urbana do município, foi aberto no dia 18 de janeiro de 216 um edital para empresas interessadas em oferecer o serviço e que, a licitação para o serviço de transporte hidroviário. O assunto, no entanto, não foi mais citado e Belém, cidade costeira, segue sem utilizar de modo mais amplo e inteligente seus rios e baías.

A reportagem do DOL entrou em contato com a Semob para saber que providências serão tomadas sobre a instalação de postes e pontos de ônibus nas cilovias.

(DOL)

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