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Com poucas chuvas, calor será alto até fim do ano

A estudante Beatriz Meireles prefere o calor e reclama das chuvasFOTO: MAURO ÂNGELOPREVISÃOArthur Medeirosarthur.medeiros@diariodopara.com.brO período de estiagem, conhecido como verão amazônico, deve começar apenas em junho, mas maio já tem demonstrado u

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A estudante Beatriz Meireles prefere o calor e reclama das chuvas

FOTO: MAURO ÂNGELO

PREVISÃO

Arthur Medeirosarthur.medeiros@diariodopara.com.br

O período de estiagem, conhecido como verão amazônico, deve começar apenas em junho, mas maio já tem demonstrado um aumento na temperatura e queda das chuvas. Com auge em julho, agosto e setembro, o verão deve durar até novembro antes do retorno da época chuvosa no final do ano.

O meteorologista Sidney Abreu, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que o clima no Estado se divide em duas temporadas de seis meses, o período chuvoso, que costuma ser entre dezembro e maio, e o de estiagem, de junho a novembro. Os meses de novembro e maio são épocas de transição, em que as mudanças climáticas começam a ficar mais evidentes. “Diferente do tempo, o clima não é algo que muda de uma hora para outra. A transição leva um certo tempo, por isso já percebemos mudanças desde maio”, conta.

Ele esclarece que a primeira quinzena de maio costuma ser mais fria e chuvosa, enquanto que a segunda apresenta os primeiros indícios do verão.

A estudante Beatriz Meireles prefere o calor e reclama das chuvas. (Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará)

As principais características do verão amazônico são o aumento das temperaturas e a diminuição no volume de chuvas. Abreu aponta que a média nesses meses , na região metropolitana, será de 26° Celsius, com mínima de 22° e máxima podendo chegar a 33°. O volume de chuva cairá de uma média de 351,2 mm por mês durante o inverno para 105,8 mm mensais, em média, nos próximos meses.

Isso não significa que não irá chover. Segundo Abreu, durante a estiagem, o aumento do aquecimento e a proximidade de Belém com o litoral e das brisas marítimas são propícios para a formação de linhas de nuvens de tempestade, principalmente durante a tarde e início da noite. “Mas isso de forma isolada, ou seja, vai chover em um bairro, mas em outro não. O volume de chuva total no mês vai continuar sendo menor”, detalha.

Mesmo sem a chegada oficial do verão, os habitantes belenenses já têm notado as mudanças climáticas. Alguns comemoram, outros reclamam. A estudante Beatriz Meireles prefere o calor do verão às chuvas do inverno. “Quando chove muito fica difícil sair, principalmente à noite e nos finais de semana”, opina. Já a psicóloga Fernanda Lima, 34, prefere o frio. “Quando está muito quente me incomoda. Ainda mais aqui que é tão úmido e a gente sua muito rápido”, comenta.

(Arthur Medeiros/Diário do Pará)

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