Começa a vigorar, a partir desta quinta-feira (08), o novo valor do botijão de gás de 13 quilos, após um reajuste autorizado pela Petrobrás de quase 7%. O aumento é válido o Pará e todos os demais estados brasileiros.
Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará), até o final da semana passada o preço médio do botijão comercializado em Belém era de R$ 54,16, com os preços oscilando entre R$ 41,00 a R$ 65,00. Considerando o preço médio, o botijão de gás será vendido por cerca de R$ 58,00.
De acordo com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, a política aprovada pela diretoria executiva da estatal segue a resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que determina a comercialização da embalagem destinada a uso doméstico a preços inferiores às demais apresentações. Parente explica que, com isso, a empresa completa o ciclo de definição de políticas para os produtos da companhia, garantindo a previsibilidade de preço.
Preço pode subir e também cair
“Em relação ao consumidor final, podemos dizer que, a exemplo do que está acontecendo com a gasolina e com o diesel, nós vamos seguir rigorosamente a referência utilizada, significando dizer que, assim como pode subir [o preço], também pode cair. A gente fala com a autoridade de quem, desde outubro, fez sete reajustes e cinco foram de redução de preço. Isso também pode ser vantajoso para a consumidor, dado que nós vamos seguir uma referência que sobe e que desce”, afirmou.
O diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Jorge Celestino, explica que o cálculo não terá como referência a paridade de preços internacionais e está alinhado com os parâmetros do Planejamento Estratégico 2017/2021.
“A média para este mês é de 6,7% e a gente prevê que tenha um impacto de 2,2% no botijão e R$ 1,25 na média Brasil, conforme os dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo). A composição do preço do botijão hoje é em torno de 25% de realização Petrobras, 20% de impostos e 55% é a margem de distribuição e revenda; a nossa previsão é que ele passa a ser 26% para a Petrobras, mantendo os 20% dos impostos e uma pequena queda na margem de distribuição e revenda para 54%”, disse.
(DOL com informações da Agência Brasil)
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