Durante um evento no qual trabalhava em Belém, em novembro de 2014, o ator, produtor e diretor Kadu Santoro, 33 anos, ativou seu perfil em um aplicativo de namoro, chamado Tinder, para saber se havia “alguém por perto” querendo conversar. Esse alguém foi a jornalista Danielle Filgueiras, 35. Os dois marcaram um encontro e conversaram por horas e horas.
Com o fim do trabalho, Kadu voltou à Paraty, a cidade onde residia, no Estado do Rio de Janeiro. Mesmo assim, continuaram a conversa virtualmente. Até que a saudade foi maior e o namoro começou em janeiro de 2015, ficando um ano na longa ponte aérea entre o Pará e o Rio.
Mas, em março de 2016, Kadu aportou, como se diz, de “mala e cuia” na capital paraense, onde já reside há um ano. O namoro já virou noivado e o casamento está sendo planejado para os próximos 2 anos. “A distância teve seus momentos difíceis. O avião e o aeroporto foram nossos companheiros, mas a gente nunca começou a namorar oficialmente até então”, conta a jornalista. “A gente se paquerou à distância, se encontrava em Paraty, no Rio ou em Belém, e o noivado aconteceu na Espanha, na primeira viagem que fizemos juntos à Europa.”
Kadu adotou Belém e continua viajando sempre que possível para ver sua família no Rio. “E essa história de viajar e ficar junto é tão presente que a gente continuou viajando ou passeando por aqui e eu continuei pedindo a Dani em casamento”, diz o noivo. “Como nossa relação tem muito a ver, de certa forma, com uma rede social, criamos uma conta no aplicativo Instagram, os @100pedidosantesdecasar, para registrar todos esses momentos”.
SOCIALIZAÇÃO
Sobre a forma como eles se conheceram, a jornalista é taxativa. “Muita gente está nos aplicativos e sites de namoro da internet, mas não conta, porque ainda há um preconceito em relação a isso”, diz. “Mas é possível encontrar pessoas muito bacanas que só estão querendo o mesmo que você: ser felizes”.
A psicóloga e professora universitária Gabriela Nascimento afirma que os aplicativos de namoro têm a vantagem, ainda, de ajudar as pessoas com dificuldades de socialização. “Nesse tempo moderno, os aplicativos de encontros trazem algumas vantagens, como a facilidade de saber rapidamente sobre gostos e afinidades”, explica. “Isso sem o contato, que de início prejudica os mais tímidos.” Mas, ao mesmo tempo, os usuários acabam ficando muito dependente da tecnologia. “Até mesmo na hora de colocar um ponto final na situação, a maioria recorre à proteção de estar atrás da tela”, reitera.
(Cléo Soares/Diário do Pará)
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