Dos mais de mil casos atendidos nos últimos dois anos pelo Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, metade é por queimaduras por água quente, líquido inflamável e queimaduras elétricas. Por outro lado, os outros 487 casos, ou quase 50%, foram de queimaduras por outros meios, como fogos de artifício e bombas, principalmente as utilizadas durante a quadra junina. 
O centro tem uma demanda alta, com média de 17 a 20 atendimentos por dia. “Neste mês de junho, as ocorrências aumentam muito e as maiores vítimas são as crianças”, informa Karla Santos, coordenadora de enfermagem do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital.
O coordenador médico do centro Milvio Oliveira, ressalta que essas queimaduras provocam lesões graves associadas ao impacto da explosão. “Dependendo da densidade e da potência do fogo de artifício, pode haver laceração de tecidos e amputações de extremidades”, alerta o médico.
“Se a explosão for perto da face, pode acometer órgãos sensoriais como os olhos e ouvido, e alguns desses acidentes podem deixar sequelas significativas”. Ele lembra a importância de buscar socorro médico de imediato.

(Diário do Pará)
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