A Comissão de Segurança Pública (CSP) da Assembleia Legislativa aprovou ontem o relatório de diligência feita ao município de Redenção, no sudeste paraense, por ocasião dos assassinatos na fazenda Santa Lúcia, em Pau d’Arco, em maio. Defendendo uma linha de investigação divergente da que é defendida pela Comissão de Direitos Humanos, o grupo de trabalho, que tem na presidência e vice-presidência dois deputados estaduais e policiais militares, sem acusações propriamente ditas, enaltece a ficha criminal das vítimas e solicita que o Estado continue a investigar o caso e prossiga com as prisões preventivas que não foram cumpridas no dia do ocorrido.
“Se de Pau d’Arco para cá as notícias já chegaram distorcidas, imagina para fora do Estado. Acho que poderíamos organizar uma ida a Brasília para entregar esse documento ao Ministério da Justiça”, declarou o vice-presidente da comissão, deputado Tércio Nogueira (PROS), ao defender o seu voto favorável ao relatório. Além dele, o presidente Neil Duarte (PSD), presidente da comissão, e os membros Celso Sabino (PSDB) e Olival Marques (PSC), além dos suplentes Gesmar Rosa (PSD), Hilton Aguiar (SD) e Jaques Neves (PSC).
QUESTIONAMENTOS
Gesmar foi o único que questionou, rapidamente, o relatório. Disse que o documento era extenso, precisava ser melhor analisado, e se queixou ainda de não ter sido convidado a compor a diligência - mas não se opôs na hora de aprovar o documento.
Neil frisou que o relatório inclui, além do depoimento de duas pessoas envolvidas no que foi chamado de “emboscada”, inquéritos policiais e boletins de ocorrência que sugerem o grupo de ocupantes da fazenda Santa Lúcia como sendo de pessoas que vinham “aterrorizando” a área e expulsando sem-terra para ocupar os lotes. “Da feita que voltamos com os dados, começaram a aparecer mais depoimentos que ajudaram a enriquecer esse relatório que é, reforço, da Comissão de Segurança Pública da Alepa. Os parlamentares, quando em Brasília, também entregarão o documento para a comissão externa da Câmara Federal, liderada por Elcione Barbalho (PMDB), que acompanha o caso. Por aqui, o documento foi entregue ontem mesmo ao governador em exercício, Zequinha Marinho (PSC), e segue para o Ministério Público, Tribunal de Justiça e entidades de classe.
ATRIBUIÇÕES
Desenvolver atividades que envolvam a aplicação das técnicas de pessoal, orçamento, organização e métodos, material, classificação, codificação e catalogação e arquivamento de documentos, incluídas as que exigem digitação; prestar atendimento ao público em questões ligadas às unidades administrativas, integrar comissões de apuração de faltas disciplinares de presos ou servidores, integrar a Comissão Técnica de Classificação.
(Carolina Menezes/Diário do Pará)
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