A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) continua preocupada com a possível comercialização, sem nenhum controle sanitário, da carne de animais que foi roubada de fazendas no município de Chaves, no arquipélago do Marajó.
Pelo menos 34 búfalos estavam sendo transportados no pequeno porão do B/M Ariramba. Quatro homens, supostamente envolvidos no crime, foram detidos na última quinta-feira (29), durante ação conjunta das polícias Civil e Militar do Pará, naquela região.
Segundo pecuaristas da Faepa, que não foram citados, há dificuldades do combate a esse tipo de crime, por ser uma região com rios, furos e ilhas que facilitam a fuga de quadrilhas especializadas nesses crimes e que atuam no Marajó.
De acordo com informações de um investigador da Polícia Civil, “duas balsas acabaram escapando da rota do barco Ariramba, porque as embarcações seguiram por fora da ‘Ilha Nova’”. A denúncia está sendo apurada pela polícia paraense, inclusive com o apoio do Estado do Amapá.
Além da preocupação com o aumento de roubos de gados e búfalos Carlos Xavier, presidente da Faepa, diz que há outra preocupação que requer cuidados de pecuaristas e autoridades: febre aftosa, uma doença contagiosa que pode levar à morte dos animais. “A situação atualmente de fazendas no norte da Colômbia requer atenção nas fronteiras do Brasil e todo o território nacional. O Brasil é signatário de um acordo mundial com 174 nações e o Pará não pode perder sua certificação, inclusive por causa de gado roubado no Marajó que as autoridades não têm como controlar, embora a vigilância da Adepará tente impedir a doença do rebanho paraense”, disse Carlos Xavier.
(Diário do Pará)
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