O primeiro dia de férias escolares começou bem agitado na Ilha de Mosqueiro. Quem optou pelas praias da bucólica, aproveitou o sol e um belíssimo final de tarde. A praia do Chapéu Virado ficou com a areia tomada por mesas. Apesar de ainda não estar de férias, o professor Ricardo Nogueira, de 44 anos, foi comemorar o aniversário de casamento. “Como hoje é um dia especial para mim e minha esposa, viemos com nosso filho para comemorar esse dia de folga”, disse.
O sábado foi de comemoração para Walter Cercal, 55, proprietário de um bar temático. Com estabelecimento cheio de clientes, ele comemorou as vendas do dia, que devem ainda aumentar. “Há 12 anos que a nossa clientela em julho sempre aumenta. A primeira semana de férias sempre são tranquilas, ainda tem muita gente trabalhando. Já aumenta na segunda e terceira semanas e na última, diminui. Mas eu tenho reparado uma maior tranquilidade na movimentação, em relação ao ano passado”, falou.
O picolezeiro Jason Santiago da Silva, de 42 anos costuma vender até 100 picolés por dia, fora de época. A expectativa é de lucros maiores, que estão por vir. “Até a tarde de hoje vendi uns 25 picolés hoje é primeiro dia de ferias, então sempre é mais devagar. Mas sei que daqui por diante vai melhorar”, falou.
FALTA DE ESTRUTURA ABRRECE MORADORES
O abandono da infraestrutura da ilha faz moradores e turistas passarem por dificuldades no acesso as praias. A ponte sobre o rio Murubira, na Avenida Variante, precisa de reparos para que os veículos continuem trafegando. Segundo a moradora Tâmara de Cássia, de 24 anos, a ponte foi interditada pela Prefeitura de Belém pois corre o risco de desabar.
No local, o DIÁRIO encontrou a ponte apenas com uma das mãos bloqueada por blocos de concreto. Banhistas que tentam cruzar a estrada da beira-mar da Praia Grande e moradores também vêm enfrentando problemas. Há cerca de um ano, parte do asfalto cedeu e com as fortes chuvas, o problema piora cada vez mais. “Depois que essa lástima aconteceu, as pessoas não vêm mais para este lado da praia”, questiona a moradora Dorivanda Oliveira, 55, moradora.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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