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Escuridão gera medo da violência em Belém

A falta de iluminação pública tem preocupado os moradores do bairro da Pedreira e Guamá, em Belém. Em diversas vias, a iluminação é precária ou simplesmente não existe. O problema tem modificado a rotina dos moradores e aumentado o medo da violência. Na

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A falta de iluminação pública tem preocupado os moradores do bairro da Pedreira e Guamá, em Belém. Em diversas vias, a iluminação é precária ou simplesmente não existe. O problema tem modificado a rotina dos moradores e aumentado o medo da violência.

Na Pedreira, passagens e travessas são as mais afetadas. Na passagem Santa Catarina com a rua Nova, por exemplo, a iluminação só existe em três dos 11 postes da via. O problema é antigo e, segundo os moradores, as lâmpadas estão quase sempre queimadas. A escuridão provocou o aumento de assaltos no local e fechou as portas de boa parte dos comércios.

A moradora Sirlei Lima, 51, era dona de uma pizzaria na esquina da rua, mas desistiu do negócio após ser assaltada. “Os criminosos chegaram armados e levaram todos os pertences dos meus clientes. Fiquei apavorada e desisti da venda. Com toda essa escuridão não tem como trabalhar”, diz ela.

Éder Moraes diz que no Guamá ladrões aproveitam a falta de luz para fazer arrastão e assaltar moradores (Foto: Maycon Nunes)

LÂMPADAS FRACAS

Perto de lá, outra passagem, a Vila Cidade Jardim, sofre do mesmo problema. A via até que tem iluminação, mas as lâmpadas são muito fracas. “Moro aqui há 13 anos e sempre foi assim. Se tivesse boa iluminação daria pra ver ao menos quem transita pela rua”, questiona a dona de casa, Elenildes Santos, 39.

Na Pedreira, a escuridão não afeta somente as vias menos movimentadas. Na rua Antônio Everdosa, uma das mais movimentadas do bairro, todas as lâmpadas do canteiro central, entre as travessas Pirajá e Perebebuí, estão queimadas. Na área, iluminação mesmo só das casas dos moradores. Eles reclamam que desde que as lâmpadas queimaram, o canteiro tem servido de concentração de usuários de droga e assaltantes.

No Guamá, o cenário não é diferente. O bairro mais populoso de Belém é também um dos mais escuros. Na rua Paes de Souza, a iluminação pública é precária. “Quando a luz de um poste acende, a outra apaga, nunca estão todas acesas. Dia desses, os bandidos fizeram arrastão e assaltaram cinco moradores de uma só vez”, diz Éder Moraes, 34.

A Secretaria de Urbanismo de Belém informa que vai enviar uma equipe de iluminação pública aos locais em até 48 horas para fazer os reparos necessários. Diz ainda que, problemas de iluminação podem ser relatados pelo telefone 0800-400-0300.

TAXA DE ILUMINAÇÃO

A Contribuição de Iluminação Pública (CIP) é um tributo cobrado pelo municípios por meio da fatura de energia elétrica. A taxa, cobrada em média é de 10% do total da conta. Se a conta for de R$ 100, a taxa é será de R$ 10. A taxa deve custear os serviços de iluminação pública, incluindo a operação, manutenção, expansão e o consumo de energia elétrica.

(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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