Com a inadimplência do Fies em alta, o governo do presidente Michel Temer anunciará um novo modelo do programa para o ano que vem com regras mais duras para quem precisa de empréstimo para pagar a faculdade, informou a Folha de S. Paulo
Estudantes pobres, que são o foco do programa, vão encontrar mais dificuldade na hora de quitar o financiamento. Será necessário autorizar, no momento do contrato, o desconto obrigatório de até 30% dos futuros salários para devolver o empréstimo, in
Se a regra atual dá um ano e meio após a formatura para o início do pagamento, no novo modelo a devolução do empréstimo, atrelada ao salário, começará mais cedo.
Caso a pessoa não consiga um emprego, o governo terá de definir um prazo para acionar as garantias (fiador e fundo garantidor). Esse limite deverá ser de apenas alguns meses, de acordo com a atual proposta do governo.
Mudanças
A definição, contudo, deve ficar para depois do anúncio e fora da medida provisória do Fies, segundo um integrante do governo que participa das discussões. A oferta de vagas para 2018, já com novas regras, será em torno de 300 mil, segundo a Folha apurou. Para o segundo semestre de 2017, são cerca de 75 mil –ainda no modelo atual.
Veja as princiáis mudanças no Fies:
- 'CRÉDITO CONSIGNADO'
Como é: Pagamento do financiamento independe de o recém-formado conseguir um emprego
Como vai ficar: Ao conseguir emprego, ex-aluno terá desconto de até 30% do salário para pagar a dívida
- CARÊNCIA
Como é: Estudante tem um ano e meio para começar a quitar o financiamento após o fim do curso
Como vai ficar: Devolução do empréstimo começará quando o recém-formado conseguir um emprego
- VALOR TOTAL
Como é: Valor financiado varia ao longo do curso, seguindo os reajustes das mensalidades
Como vai ficar: Aluno saberá o valor total da dívida ao assinar o contrato, que valerá para todo o curso
Modalidades
Governo prevê dois tipos de financiamento
1. FIES PÚBLICO
Perfil do aluno: Renda familiar per capita de até 3 salários mínimos
Modelo de financiamento: Semelhante ao modelo atual, terá um novo fundo garantidor, o FG-Fies, que deve contar com um aporte do governo de R$ 2 bilhões, além da contribuição das instituições de ensino
Juros: Valor será corrigido pela inflação e a taxa de juro real será zero
2. FIES PRIVADO
Perfil do aluno: Renda familiar per capita de até 5 salários mínimos
Modelo de financiamento: Haverá um 'funding' público, com recursos dos fundos de desenvolvimento regional do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, para que os bancos emprestem o dinheiro; governo estima um repasse de cerca de R$ 2 bilhões*
Juros: Taxas serão fixadas pelos bancos e vão variar para cada perfil de aluno
(Com informações da Folha de S. Paulo)
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