Os 75 anos de fundação do Banco da Amazônia foram comemorados, ontem à noite, no Theatro da Paz, com muito samba do paraense Arthur Espíndola e do carioca Dudu Nobre. Durante uma hora de meia de show com formato mais intimista, os cantores transformaram a apresentação em um talk show, onde, além de cantar, contaram histórias e falaram de suas composições.
Arthur e Dudu já são parceiros há algum tempo, mas foi a primeira vez que se apresentaram juntos em Belém. “O Dudu sempre influenciou a minha carreira. E, hoje, estar aqui com ele é uma grande honra, principalmente para comemorar o aniversário do Banco da Amazônia, que já me apoia há três anos e tem sido uma instituição tão importante para a nossa cultura”, declarou Arthur Espíndola.
Com 33 anos de música, Dudu Nobre já esteve várias vezes no Pará e disse admirar a aceitação do samba entre os paraenses. “Belém para mim é como se fosse a capital do samba na região Norte”, exaltou. O cantor também ressaltou a importância da valorização de artistas da Terra. “Apoiar os sambistas locais e revelar novos talentos são essenciais para a música brasileira, por isso acho a iniciativa do banco maravilhosa, um exemplo a ser seguido pelas outras instituições”, disse.
AMAZÔNIA SAMBA
Arthur Espíndola foi o artista selecionado pelo Banco da Amazônia em 2015 por meio de edital. Seu projeto, Amazônia Samba, é um dos 400 apoiados pela instituição financeira, um investimento de mais de R$ 6 milhões somente em cultura. Enquanto outras instituições reduziram o patrocínio cultural devido à crise econômica, o Banco da Amazônia aumentou em 10%. “Este ano, investimos R$ 1,5 milhão nessa área e em 2018 vamos acrescentar mais R$ 1 milhão”, anunciou o gerente de imagem e comunicação, Luiz Lourenço.
Considerada a mais importante agência de fomento da região, o Banco da Amazônia foi inaugurado em 1942 em pleno ciclo da borracha. É responsável pelo desenvolvimento regional, financiando dos pequenos aos grandes projetos. Em 5 anos, investiu mais de R$ 23 bilhões em operações de crédito. No ano passado, concentrou quase 80% dos investimentos na agricultura familiar. Para o presidente, Marivaldo Melo, a ampliação dessas operações ainda é um desafio. “Sabemos que o desenvolvimento da Amazônia requer o apoio a todos os setores e projetos de toda ordem, inclusive a cultura. O banco está focado neste objetivo”, garantiu.
PROGRAMAÇÃO
As comemorações de aniversário continuam hoje, às 18h, com a Exposição Látex, no Espaço Cultural do Banco, e com o lançamento do Memorial do Banco da Amazônia. Na sequência, no Circuito Cultural, haverá uma apresentação da cantora Lia Sophia, no Teatro Maria Sylvia Nunes.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar