Pedindo para desativar o lixão de Marituba, na Grande Belém, moradores das proximidades interditaram novamente a Alça Viária, no quilômetro quatro, ontem de manhã. A população pede que o Governo do Estado tome providências urgentes para desativar o aterro, por conta dos diversos problemas de saúde trazidos a quem ali vive, devido ao forte odor e da sujeira.
Os manifestantes passaram a manhã e a tarde de quinta em frente à empresa Revita, responsável pelo lixão, em protesto. No dia seguinte, às 10h30, decidiram interditar a Alça Viária por duas horas. “O lixão traz desastres ambientais terríveis e o Governo do Estado não dá sequer uma resposta há três meses”, afirma o tecnólogo em gestão florestal Roberto Miranda, 30, um dos líderes do movimento.
Doenças de pele, respiratórias e o mal estar causado pelo odor e por impurezas incomodam a população. Os protestos contra a permanência do lixão de Marituba começaram em março deste ano, quando, cansados da situação, os moradores interditaram por três dias a entrada no aterro. Uma Comissão Parlamentar Estadual foi criada na Assembleia Legislativa para acompanhar e intermediar o caso e o ministro da Integração Nacional Helder Barbalho homologou um decreto de emergência para atender a situação do aterro, colocando à disposição equipes da Defesa Civil, Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Secretaria de Desenvolvimento Regional.
REVITA
A Guamá Tratamento de Resíduos informa que o protesto provocou interrupção do recebimento de resíduos no aterro por 20 horas, mas o serviço já foi normalizado. Com investimentos que superam R$ 13 milhões em quatro meses, a empresa garante que já realizou diversas obras no aterro, como a cobertura de solo de 100% de resíduos expostos na chamada Etapa 1 e a cobertura das bacias de chorume com manta.
(Alice Martins Morais/Diário do Pará)
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