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Casal dará volta ao mundo e dividirá experiências

O casal de paraenses Luiz e Gleyci Wanzeler vai realizar o sonho de muita gente – dar uma volta completa ao mundo, passando por diferentes continentes. Partindo no próximo dia 16, será um ano longe de casa. Entre os objetivos da viagem, está compartilhar

O casal de paraenses Luiz e Gleyci Wanzeler vai realizar o sonho de muita gente – dar uma volta completa ao mundo, passando por diferentes continentes. Partindo no próximo dia 16, será um ano longe de casa.

Entre os objetivos da viagem, está compartilhar as experiências, os sentimentos e conhecimentos vividos durante sua passagem pelos vários países. Para isso, vão fazer uso das redes sociais e de um site, que já está no ar, contando inclusive como foi planejar essa aventura.

Aos 35 anos, Luiz já esteve em 18 países e andou bastante pelo Brasil. Ele conta que desde a infância sonhava conhecer o mundo todo, inspirado pela canção Disparada”, de Jair Rodrigues.

“No meio da música ele fala: ‘O mundo foi rodando nas patas do meu cavalo’. Essa ideia do mundo sendo girado pelas patas me fascinava, e num certo dia, pedi para minha tia me dar um globo terrestre”.

O objeto passou a ser seu grande passatempo naquela época, no qual memorizava países, capitais, meridianos e ilhas. Mas a ideia de uma volta completa no globo, por suas próprias pernas, veio depois de uma longa reflexão no retorno do trabalho, no metrô de São Paulo, que culminou com a coincidência de um texto feito pela esposa, Gleyci.

(Foto: Arquivo Pessoal)

“Quando cheguei em casa, ela me contou que havia começado a escrever para um blog e me mostrou um texto, onde ela contava sobre uma vez, quando ainda nem nos conhecíamos, e um jovem da igreja dela disse que teve uma premonição de que ela casaria com um homem que a faria conhecer o mundo”.

A ideia passou a ser constante entre o casal, que começou a debater as possibilidades. Uma boa escolha foi comprar uma passagem chamada “Round The World Ticket” (em português, ticket de volta ao mundo), que pode ser adquirido através de uma aliança de companhia aérea global, como a One World ou Star Alliance.

“O RTW trata-se de um bilhete para uma viagem de volta completa no mundo, aplicando-se algumas regras, como quantidade de trechos permitidos, duração da viagem e partida e chegada no mesmo país”, já explica o casal através do site que acompanhará a viagem.

Tempo para pensar na vida

(Foto: Arquivo Pessoal)

Luiz e Gleyci Wanzeler adotaram um sistema de cidades-bases para a grande viagem. São elas: Cidade do México, Los Angeles, Tóquio, Hong Kong, Bangkok, Delhi, Istambul e Madri.

“Vamos utilizar essas cidades como base mesmo, para, a partir delas, por terra ou curtas viagens de avião, podermos visitar regiões próximas”, explica Luiz. A partir do México, por exemplo, eles seguem para conhecer um pouco também da América Central.

“Ainda estamos decidindo estes outros destinos, algumas ilhas caribenhas, provavelmente Cuba. O plano é viajar por essa região por cerca de 50 dias”, completa.

A escolha por Istambul está em conhecer um pouco do Oriente Médio, o que deve ocorrer já pelo final da viagem, em março de 2018. “A intenção é cruzar os países por terra, então vamos ter que ir acompanhando a questão de refugiados, de guerra, e também queremos aproveitar para passar pela África a partir desse ponto”, explica Luiz.

Algumas escolhas de roteiro, claro, foram motivadas por interesses bem pessoais do casal, como a paisagem que um dia eles viram ao assistir a série de TV “La Reina del Sur”, que se passa em Melilla, cidade espanhola no norte da África.

“Desde que assistimos essa série, em 2012, a gente planejava um dia fazer uma viagem para conhecer essa região, por curiosidade, para ver com nossos olhos o que via no seriado. Quando surgiu a ideia da viagem de volta ao mundo, decidimos incluir”, conta Luiz sobre a última parada antes de o casal seguir para explorar a América do Sul, o continente de retorno para casa.

Além dos trechos já cobertos pelo ticket de volta ao mundo, a ideia deles é priorizar viagens terrestres entre as cidades vizinhas a cidades-bases, incluindo trens, ônibus e carro.

Na bagagem, o essencial e a saudade de casa

(Foto: Arquivo Pessoal)

Deixar o emprego, a casa, a família para trás por um ano de viagem talvez seja o que mais faria alguém repensar um projeto como o de Luiz e Gleyci. Mas ela conta que a proposta do marido veio justo quando ela havia decidido recomeçar a carreira, largar o emprego estável para abrir o próprio negócio.

“Eu já estava ficando mais de 12 horas por dia no trabalho. Acredito muito em Deus e que as coisas vêm no momento correto. Fiquei quase um ano para decidir sair do trabalho. Quando saí, o Luiz falou em fazer a volta ao mundo. E eu percebi que precisava me equilibrar, estar mais saudável e preparada para viver isso (abertura da empresa)”, diz ela.

O fato de o casal já viver em São Paulo há alguns anos, longe da família, também ajudou. “A gente já costuma estar sempre falando com eles por telefone”, conta Gleyci.

Não voltar para casa tão cedo é que ainda vem sendo trabalhado em sua cabeça. “Sou apaixonada pela minha casa. Sempre que a gente viaja, fala dessa vontade, depois de um tempo, de voltar para casa, ‘a viagem foi boa, mas quero dormir na minha cama’, essas coisas... Ainda estou trabalhando isso na minha cabeça (risos)”, diz ela.

Outro exercício aprendido em viagens anteriores foi reduzir a mala, levar só o essencial. E ela conta que a principal proposta que fez a si mesma para essa viagem vai por esse caminho.

“O dia aqui em São Paulo é muito corrido. Pensei então: ‘vou aproveitar a viagem para meditação, para cozinhar’. Vou buscando nessa viagem equilíbrio entre o que a gente realmente precisa e coisas materiais. A gente não sabe o que está por vir, mas sabe que são coisas boas”, diz Gleyci.

A expectativa de Luiz não é diferente, e ele destaca ainda a importância da data: “16 de julho é quando completamos 11 anos de casados, então escolhemos a data comemorativa como início da viagem”.

ACOMPANHE

O projeto “Os Éguas pelo Mundo!” poderá ser acompanhado nas redes sociais (@oseguaspelomundo) e site (www.oseguaspelomundo.com.br), onde também será possível conhecer detalhes sobre como eles planejaram a viagem – como companhias áreas, hospedagem, destinos, vacinas e documentação.

(Laís Azevedo/Diário do Pará)

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