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‘Donos da rua’ ameaçam motoristas em Belém

“Fui vítima de uma chantagem. Um absurdo. Um flanelinha me abordou perguntando quando poderíamos conversar sobre o pagamento da mensalidade se eu fosse estacionar ali sempre e pasmem: mensalidade de R$ 140 por mês para estacionar na rua”. O desabafo é de

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“Fui vítima de uma chantagem. Um absurdo. Um flanelinha me abordou perguntando quando poderíamos conversar sobre o pagamento da mensalidade se eu fosse estacionar ali sempre e pasmem: mensalidade de R$ 140 por mês para estacionar na rua”. O desabafo é de uma paraense que pediu para não ser identificada devido ao receio de sofrer uma retaliação por parte dos flanelinhas. Ela utilizou suas redes sociais para cobrar ações mais enérgicas das autoridades responsáveis por coibir esta prática criminosa.

Indignada e com sentimento de impotência, a mulher relembra que o “dono do ponto e responsável por outros flanelinhas mandou recado por um amigo seu do trabalho, dizendo que queria conversar com ela.

"Ao estacionar pelo segundo dia seguido na RUA Gaspar Viana, em plena via movimentadíssima, fui vítima de uma "chantagem". Um absurdo, amigos!! Um flanelinha me abordou perguntando quando poderíamos conversar sobre o pagamento da mensalidade se eu fosse estacionar ali sempre e PASMEM: MENSALIDADE de R$ 140,00 POR MÊS PARA ESTACIONAR NA RUAAAA!!! E eu surpresa e muito irritada respondi que não iria conversar naquele momento e que era um absurdo aquilo! Pagar para estacionar na RUA!! E simplesmente este indivíduo me coagiu e ameaçou dizendo que se eu não pagasse, que ele não se responsabilizaria por algo que poderia acontecer comigo ou ao meu carro. Além do B.O. já feito, deixo aqui minha indignação por tamanha cara de pau e atrevimento. RUA É PUBLICA!!! Não atrapalhando a garagem ou não estacionando em local proibido, TEMOS O DIREITO DE ESTACIONAR ALI ou qualquer outro local sem nos sentirmos inseguros diante desses aproveitadores. O pior é que COMO ASSIM NINGUÉM FAZ NADA?? Onde estão as autoridades? POLÍCIA???!", revelou.

"Donos da rua" e suas ameaças

“Fui pegar uma sombrinha no carro e coincidiu de encontrar com ele. Ele me perguntou quando iríamos conversar e disse que não tinha o que falar com ele. Ele me disse que tinha que pagar um valor e que não se responsabilizaria pelo que poderia acontecer com o meu carro e até mesmo comigo. Depois que voltei para o trabalho me tremia toda, pois fui entender a gravidade da situação”, desabafa.

Dias após o ato de coerção e ameaças, a paraense percebeu que a antena do seu carro havia sumido. Para evitar mais problemas, ela foi obrigada a mudar sua rotina.

“Trabalho no centro. Estou acordando 5h da manhã para tentar estacionar em um lugar onde eles não ficam. Semana passada, o flanelinha mandou um novo recado pelo meu colega, dizendo que eu poderia deixar o carro lá, mas que não se responsabilizaria”, relata.

A denunciante afirma ainda que procurou uma delegacia de polícia, mas foi orientada a recuar. “Eles tem conhecimento dessa situação, mas disseram que não tem como atuar, que já receberam várias denúncias similares e me orientaram por ser mulher, a não enfrentá-lo (flanelinha). Me sinto impotente. Pago meus impostos, assim como todos, e viramos reféns desse tipo de gente”, critica.

O caso denunciado aconteceu na rua Gaspar Viana, em frente à um cartório e ao prédio antigo da Receita Federal e próximo à base da Marinha, local de intensa movimentação em Belém.

Muitas pessoas relataram ter passado pela mesma situação em outras vias públicas da capital paraense. Confira:

A internauta Mayara relatou" Isso acontece muito comigo, trabalho na 28 de setembro. E sempre sou coagida e precionada a pagar para estacionar na frente do meu trabalho. Flanelinha não deveria existir, deveria ser crime cobrar por um espaço na via pública."

Júlio também comentou: "Aconteceu comigo na frente da Estação das Docas , quando o dono da rua falou para mim ; você tem que pagar se não eu nao me responsabilizo com seu veículo mas eu fui embora e não paguei".

Eduardo Dias opinou: "Se houvesse boa vontade das autoridades, instalariam Parquímetros(ou parcómetros) que é um dispositivo eletromecânico ou eletrônico usado para controle de estacionamento rotativo em vias públicas. Você ficaria mais tranquilo e o dinheiro seria revertido para a manutenção de vias."

Outro internauta opinou "Coerção, ameaça, extorsão, apropriação indébita de espaço público, são apenas alguns crimes cometidos por esses meliantes covardes."

"Isso acontece em toda a cidade de Belém. No Mormaço, La Music e Studio Pub os flanelinhas avisam logo que é "10 reais patrão" e "tem que pagar adiantado", caso contrario "a gente não pode se responsabilizar se riscarem seu carro ou quebrarem o vidro, é melhor o senhor paga". Outro absurdo é na assembleia paraense, onde os donos da rua cobram no minimo 10 reais para estacionar em via publica, isso quando não fecham a rua que fica ao lado do clube.", disse o Thiago.

Em nota, a Polícia Civil informou que pedir dinheiro para reparar carro em via pública não é crime nem é obrigatório pagar, mas se houver qualquer tipo de ameaça ou coação, caso o dinheiro não seja pago, passa a ser crime e pode ser registrado em boletim de ocorrência. Da mesma forma, se houver dano no carro pelo não pagamento. O dono do veículo, nesse caso, deve acionar a Polícia Militar para identificar o flanelinha e conduzi-lo até a delegacia mais próxima para responder pelo dano.

O DOL entrou em contato com a Prefeitura de Belém para saber se quem é a responsabilidade por fiscalizar e inibir esta prática criminosa e o que tem sido feito em relação a denúncias como essa e, aguarda um posicionamento.

O DOL também entrou em contato com a Polícia Militar para saber se há registros em relação a esta prática, de que forma as polícias atuam em casos como esse e qual a orientação a quem se sentir prejudicado e, também aguarda um posicionamento.

E você, internauta, já passou por situação parecida? De que forma procedeu e como se sentiu?

(DOL)

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