Com a chegada do verão os cuidados com a exposição ao sol devem ser redobrados. A cirurgiã oncológica Ana Paula Borges, alerta para os riscos do câncer de pele, que é o mais frequente no Brasil e um dos tipos atendido na unidade que presta assistência para usuários de 39 municípios do sudeste paraense.
De acordo com a especialista, existem dois tipos do câncer de pele: o tipo não melanoma e o melanoma, que é o mais raro e pode levar à morte, devido à sua alta possibilidade de metástase. Ele representa 3% das neoplasias malignas e é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres.
O tipo não melanoma, representado pelo carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, que apesar de ser mais frequente é menos grave e, corresponde a 70% dos casos com baixa letalidade, mas pode causar deformações em partes do corpo.No entanto, assim como os demais tipos de câncer, as chances de cura são bem maiores com o diagnóstico precoce. Ana Paula adverte que a exposição excessiva ao sol é a principal causa do câncer de pele, mas não a única. Alguns casos da doença estão associados a feridas crônicas e cicatrizes na pele, uso de drogas antirrejeição de órgãos transplantados e exposição a certos agentes químicos ou à radiação.
Outros fatores também devem ser considerados como a hereditariedade que desempenha papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, a médica sugere que familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos, regularmente. “O risco aumenta quando há casos registrados em familiares de primeiro grau”, pontuou.
As lesões suspeitas para câncer de pele são aquelas que apresentam crescimento rápido, sangram e não cicatrizam, os sinais de alerta são: crescimento de nódulo, róseo a escuro, que se ulcera e sangra facilmente; lesão eritematosa descamativa e sangrante sem trauma aparente; “pinta” ou “sinal” com alteração da cor, tamanho, espessura ou contornos; crescimento de tecidos sangrantes sobre ulceras crônicas ou cicatrizes de queimadura.
Como prevenir o câncer da pele
A exposição à radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo e penetra profundamente na pele, sendo capaz de provocar diversas alterações. Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos.
Formas prevenção: usar chapéus, camisetas e protetores solares, evitar a exposição solar e permanecer na sombra das 10h às 16h. Na praia ou na piscina, usar barracas. Uso de filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão, é indispensável. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre.
Não esquecer: observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas. Cuidado, principalmente, com as crianças, manter sempre protegidas do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.
(Com informações da Agência Pará)
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