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Ação de despejo da Prefeitura de Belém vai deixar 650 famílias sem moradia

Cerca de 650 famílias que residem na comunidade Terra Prometida, localizada na travessa Quintino Bocaiúva, próximo a avenida Bernardo Sayão, no bairro do Jurunas, em Belém, deverão ser retiradas na quarta-feira (02) de suas moradias. A Prefeitura de Belém

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Cerca de 650 famílias que residem na comunidade Terra Prometida, localizada na travessa Quintino Bocaiúva, próximo a avenida Bernardo Sayão, no bairro do Jurunas, em Belém, deverão ser retiradas na quarta-feira (02) de suas moradias. A Prefeitura de Belém marcou para amanhã a reintegração de posse da área.

As famílias afirmam que não vão sair do local, que é ocupado desde setembro de 2016. Há 12 anos, o então prefeito de Belém, Duciomar Costa, prometeu construir um conjunto habitacional ali, mas nada foi feito até hoje.

De acordo com os moradores, o espaço abandonado servia de esconderijo para assaltantes e, até mesmo, desovas de cadáveres. No ano passado, uma jovem foi estuprada na localidade, o que revoltou populares, que decidiram ocupar o terreno.

Diversas casas de madeira foram construídas no espaço, e hoje, centenas de pessoas que não têm para onde ir, temem uma ação policial violenta.

Com medo do ato por parte da Prefeitura, os moradores estão em vigília desde às 4h de hoje. "Não vamos recuar. Esse prefeito quer nos tirar à força, então ele vai ter que mandar matar a gente", afirmou o líder comunitário, Sebastião Conceição Matos, 46 anos.

Matos comenta ainda que já houve reunião com o prefeito de Belém e o seu vice, assim como com representantes da Secretaria Municipal de Habitação. "Nós já avisamos que não vamos sair. E, mesmo assim, ninguém dá uma alternativa", disse.

Reintegração

O mandado de reintegração de posse foi expedido pelo Juiz Raimundo Rodrigues Santana, da 5° vara da fazenda pública da capital, e encaminhado á comissão de Assistência Comunitária e Moradia, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB- Seção Pará), no dia 28 de julho.

Na comunidade, as condições de moradias são precárias. Não há iluminação pública, rede de esgoto e saneamento. A maior parte das famílias vivem com um salário mínimo ou até menos. A média de ocupantes por casa é de 6 pessoas, que viviam de aluguel ou de moradias que foram condenadas pela Defesa Civil, na avenida Bernardo Sayão.

Os moradores dizem que se forem despejados, vão ocupar o prédio abandonado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jurunas, localizada ou outro lado da comunidade.

O DOL entrou em contato com a Prefeitura de Belém e aguarda posicionamento.

(Com informações de Roberta Paraense/Diário do Pará)

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