Com o término do período de férias escolares, a atenção dos pais, mais uma vez, se volta para a busca por material escolar, como mochilas, lancheiras, cadernos, artigos de papelaria em geral e jogos educativos. Apesar de ser prioritariamente um momento para a reposição de materiais, alguns pais já começam o semestre comprando todos os itens.
É o caso do casal de enfermeiros Gisely Miranda, 37, e Bruno Carneiro, 36. Os pais precisaram trocar Gabriel, 6, de escola e, com a mudança, veio a necessidade de comprar novos materiais para o filho. “Pesquisei no começo do ano e verifiquei que não tem muita diferença de preço da papelaria especializada para, por exemplo, os supermercados que trabalham com esses materiais”, avalia.
Mãe de um menino de 5 anos, a gerente administrativa Gisiane Silva, 29, diz que, no início do ano, costuma se precaver comprando uma quantidade maior do que a solicitada pela escola. Mesmo assim, quando chega esse período, há sempre a necessidade de fazer uma complementação. “É um gasto certo porque a criança perde e mistura os materiais. Pesquisando, percebi que tem até algumas coisas mais baratas agora”, assegura.
DESAFIO
Para a professora Lurdes Matini, 42, o grande desafio é tentar economizar quando os filhos têm preferências por produtos personalizados, como temas de desenhos infantis. Mãe de um casal, uma menina de 4 anos e um menino de 11, ela diz que, mesmo fazendo só uma reposição, os produtos acabam pesando no bolso.
“Um caderno de personagem custa, no mínimo, R$ 15 a mais do que um comum. Quando o filho vem junto, sempre leva algo a mais”, diz ela, que foi às compras acompanhada da filha. Em uma loja do segmento situada na avenida Pedro Miranda, em Belém, a procura aumentou desde sexta-feira passada e deve permanecer ao longo deste mês.
(Pryscila Soares)
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