Diante do aumento de impostos que incidem sobre a gasolina, pelo Governo Federal, no dia 20 passado, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Pará (Sindicombustíveis) mobilizou postos de combustíveis ontem em uma ação de protesto e conscientização.
Em Belém, nos estabelecimentos onde o movimento ocorreu, foram colocadas faixas e distribuidos informativos aos consumidores. Até duas semanas atrás, o preço da gasolina em Belém custava, em média, R$ 3,49. Contudo, no dia 20 de julho o Governo Federal publicou um decreto autorizando o aumento da alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que incidem sobre o combustível. Agora, o valor médio do litro da gasolina em Belém é de R$ 3,89.
CARGA TRIBUTÁRIA
Segundo Ovídio Gasparetto, presidente do Sindicombustíveis, a campanha que começou ontem tem o intuito principalmente de mostrar o quanto a carga tributária pesa no bolso do cliente. “Quase 50% do preço da gasolina repassado ao cliente é de impostos e a população muitas vezes nem tem conhecimento disso”, diz Gasparetto. O presidente do Sindicombustíveis afirma que não apenas os proprietários de veículos que consomem gasolina sentirão o peso desse reajuste. “O aumento no combustível tem efeito cascata, já que tudo perpassa pelo combustível”, explica.
Guilherme Tuma, dono de um posto no bairro do Marco, sentiu uma queda nas vendas após o reajuste. “Nós trabalhamos com volume de vendas. Então, quanto mais barato estiver o combustível, melhor para a gente também”, diz, ao afirmar que os postos deixam de ganhar quando a gasolina e o diesel ficam mais caros. De acordo com Tuma, o litro de gasolina custaria, em média, R$ 1,59 se não houvesse a cobrança dos tributos.
(Alice Martins Morais)
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