Desde o início da manhã desta terça-feira (08), moradores do município de Moju, nordeste paraense, se reuniram e protestam contra os casos de violência na cidade. Eles estão reunidos na rodovia PA-150, na ponte sobre o Rio Moju, onde já protestaram na noite da última segunda-feira (07). Na ação, eles queimam pneus e pedaços de madeira.
As manifestações tiveram início pela noite, após a morte de um homem identificado como Mariel Pastana. Segundo a Polícia, ele sofreu uma tentativa de assalto onde tentaram levar sua motocicleta, mas não conseguiram. Logo em seguida, ele foi baleado.
Mariel ainda foi levado ao hospital da cidade, mas não resistiu e morreu. Quatro suspeitos foram identificados e três deles foram detidos ainda a noite: Rodrigo Martins Cereiro 19 anos, o "Rodriguinho" (o qual há prisão preventiva expedida do mesmo); Rosivan Barata Monteiro, 26 anos, o "Beicinho" e Mendes Cruz Pantoja, 21 anos, conhecido como "Denis". O último suspeito, identificado como "Roxo" segue foragido.
A estudante universitária Sâmely Franco reside em Belém,mas a sua cidade de origem e onde ainda tem familiares é Moju. A jovem relatou ao DOL a situação vivida por moradores da cidade.
“Apesar de morar em Belém, tenho familiares em Moju e quando fico sabendo de certas situações me preocupo bastante, pois tenho muitos familiares lá e esse caso desse rapaz, ele era bem visto na cidade, pai de família, frequentava a igreja e não tinha nada que comprometesse a sua conduta. Apesar de ter lutado, trabalhado para ter sua motocicleta, foi levada não só a moto mas como sua vida ”, disse Sâmely Franco.
A jovem comentou ainda sobre a postura dos políticos da cidade e o descaso com as questões da população.
“É revoltante saber que de quatro em quatro anos tem eleições para se escolher alguém para ficar apenas sentado nas cadeiras e reformar suas casas. Por que é isso que eles fazem. Além de bancar festas de aparelhagem e bandas famosas, para que? Lazer? Ninguém se tem lazer nessa cidade, porque alguém de alguma forma vai sair machucado nessas festas. Os hospitais não garantem manter um ferido lá, sempre são transferidos para Abaetetuba ou Belém, porque a cidade não tem equipamentos e médicos. É uma situação bem difícil", disse Sâmely.
(DOL)
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