Rodoviários de Ananindeua podem paralisar as atividades a qualquer momento. Tudo vai depender de uma reunião da categoria, que ocorre nesta terça-feira (8), no final da linha do Guajará/Ver-O-Peso, em Ananindeua.
“No momento não é interesse nosso, mas cogitamos uma paralisação. As empresas na metade de julho começaram a implementar uma jornada de trabalho que para nós é muito estressante. Antigamente era de 7h20, mas a empresa acrescentou mais 1h20, ou seja, ficamos à disposição da empresa por 8h40 e isso revoltou a categoria”, explica o motorista e vice-presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da empresa, Márcio Amaral.
Além do aumento na carga horária de trabalho imposto pela patronal, a categoria denúncia o corte das horas extras e de outros adicionais e de serem obrigados a ficar uma hora parados no final da linha, todos os dias.
"Antes, o intervalo era de 10 minutos entre as corridas, preferência da maioria dos trabalhadores. Com a medida, eles perderam horas extras, o que correspondente em média a R$ 700, além de menos ônibus rodando pelas ruas. Alguns adicionais também foram cortados por causa da jornada de trabalho. A direção do Sindicato também não se manifesta sobre o assunto e isso motivou a categoria a se reunir e cobrar para que volte a jornada de antes", explica.
O objetivo da reunião é debater e definir o futuro do movimento. "Estamos muito insatisfeitos, isso está nos sobregarregando muito. As vezes ficamos no final da linha sem fazer nada, a mercê de assaltos. Há um problema operacional muito grande", ressalta.
O DOL entrou em contato com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua (Sitram), mas as ligações não foram atendidas, até o momento.
(DOL)
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