Depois do anúncio feito pela Petrobras no último sábado (05) sobre o reajuste do GLP, o gás de cozinha, os consumidores estão na expectativa de saber se o valor será repassado na venda final.
O aumento do botijão de 13 kg foi de 6,9% e, caso seja reajustado ao consumidor final, o preço deve subir em média 2,2% ou R$ 1,29.
Pesquisa do DIÁRIO em 8 postos de revenda identificou diferenças de até R$ 10 reais, entre o preço mais barato e o mais caro.
Segundo o presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás (Sergap), Francinaldo Oliveira, as revendedoras do produto já vêm sentindo alterações desde junho, quando a Petrobras decidiu mudar o sistema de reajuste.
Anteriormente, o reajuste era feito anualmente, mas a nova política de preços estabelece revisão mensal. Assim, em junho houve alta de 6,7%, mas em julho caiu em 4,5% e agora cresceu em 6,9%.
LIBERDADE
De acordo com Oliveira, os preços instáveis complicam os negócios para o revendedor, já que fica difícil de acompanhar e não há clareza nos reajuste. “O que está faltando é transparência. A Petrobras precisa explicar melhor como se chega a esses índices. Enquanto isso, as revendedoras têm suportado todas essas mudanças”, explica o presidente do Sergap.
Por ser um preço que muda constantemente, as revendedoras, segundo o presidente do sindicato, ficam inibidas de repassar os novos valores ao consumidor final e precisam manter para si as variações de custos.
Oliveira diz que não se sabe ainda se o reajuste mais recente será repassado aos clientes, já que a lei brasileira garante liberdade de preços e o sindicato não intervém nesse sentido. “Vamos acompanhar no decorrer da semana para ver como as revendedoras vão agir”, informa.

(Alice Martins Morais/Diário do Pará)
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