Este ano o Dia dos Pais cai praticamente na metade do mês, período em que, para a grande maioria dos trabalhadores, os recursos financeiros já começam a ficar mais escassos. Independentemente da situação financeira, porém, é possível se planejar para garantir uma homenagem para o papai sem precisar contrair dívidas. Professor no curso de economia da Universidade Federal do Pará (UFPA), o educador financeiro Alexandre Damasceno alerta que o cenário atual não está propício para gastos, seja pela crise econômica ou pela volta das férias do meio do ano. De qualquer modo, há outras maneiras de homenagear os pais sem tirar de foco a saúde financeira. “Essas datas acabaram recebendo um aspecto muito forte para serem comemoradas comprando, mas é possível reverter isso. Nem todo presente precisa ser comprado”.

SUPÉRFLUO O professor lembra que, muitas vezes, uma homenagem ou uma lembrança feita com as próprias mãos pode ter um efeito até mais forte do que o causado por um presente comprado. Antes de comprar o presente de forma apressada, ele também lembra uma premissa que é muito utilizada na educação financeira, independentemente do motivo da compra. “É preciso fazer uma análise do que é necessário e do que é supérfluo. Será que aquele presente caro que eu estou pensando em comprar vai ser realmente necessário para o meu pai?”, considera. Para Alexandre Damasceno, “é sempre recomendável se perguntar se aquela compra é realmente necessária”.

(Cintia Magno/Diário do Pará)
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