Sem ônibus, e com protestos de rodoviários interditando pontos vitais da cidade como o Entrocamento, diversos moradores do município de Ananindeua e Marituba, que trabalham em Belém, estão enfrentando o trajeto de volta para casa a pé, percorrendo quase toda a extensão da avenida Almirante Barroso até encontrar algum veículo de transporte público disponível.
A funcionário de um supermercado localizado na travessa Vileta, entre as avenidas Almirante Barroso e João Paulo II, Jéssica Almeida, de 25 anos, moradora de Marituba, era uma das trabalhadoras que caminhavam pela Almirante, juntamente com um grupo de cinco outros trabalhadores do mesmo supermercado.
Alguns funcionários do supermercado chegaram a ficar três horas na parada de ônibus, esperando o transporte coletivo, até que decidiram fazer o trajeto a pé. E, apesar do transtorno, Jéssica diz que compreende a reivindicação dos rodoviários.
“Até concordo [com o protesto], porque se eles não fizeram ato não terão como reivindicar”, diz a trabalhadora.
Já um colega de trabalho de Jéssica, que preferiu não se identificar, tem opinião bem divergente. “O povo não tem culpa do que aconteceu. To trabalhando desde as 7h da manhã, nem to conseguindo andar direito de tão cansado. No final, nós que pagamos por isso”, opina o homem.
CAOS
Com o protesto dos rodoviários no Entroncamento, um engarrafamento quilométrico é registrado na rodovia BR-316 (sentido Ananindeua - Belém). Veja imagens do trânsito.
(DOL)
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