Estudo realizado pela Fundação Amazônia de Amparo à Pesquisa e Estudos do Pará (Fapespa) reprovou o reajuste da passagem cobrado nas balsas que fazem travessia para municípios do Marajó. A cobrança é feita pela Henvil Transportes Marítimos, empresa que detém a concessão do transporte de veículos nos trechos Icoaraci/Camará, Salvaterra/Soure e Salvaterra/Cachoeira do Arari. O reajuste de 20,75% na travessia foi determinado pela empresa em abril deste ano.
Chegou a vigorar por 2 meses, mas acabou sendo suspenso pelo Governo do Estado após reivindicação do Movimento Acorda Marajó. Na época, lideranças do arquipélago exigiram a elaboração de um estudo de impactos econômicos dos aumentos anuais autorizados pelo Governo. O estudo foi apresentado ontem, em Belém. Segundo o presidente da Associação Comercial de Soure, Willen Moreira, uma nova reunião foi marcada para hoje.
PREÇOS
Ele diz que os preços já eram altos e ficaram impraticáveis depois do reajuste. A travessia de um carro pequeno, por exemplo, que atravessa de Icoaraci para Camará, passou a custar, em média, R$ 130. Um caminhão que faz o transporte de gás de cozinha, teve reajuste de R$ 900 para R$ 1.200 somente a ida.
(Leidemar Oliveira)
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