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Desativado, Parque Aquático da Uepa segue abandonado pelo Estado

O Parque Aquático do Campus 3 da Universidade do Estado do Pará (Uepa), em Belém, segue desativado desde janeiro deste ano. A situação de abandono do espaço motivou um protesto de alunos do curso de Educação Física em março, problema constatado pelo DIÁRI

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O Parque Aquático do Campus 3 da Universidade do Estado do Pará (Uepa), em Belém, segue desativado desde janeiro deste ano. A situação de abandono do espaço motivou um protesto de alunos do curso de Educação Física em março, problema constatado pelo DIÁRIO na época. Após o ato, a instituição informou que a reforma do campus constava no planejamento e orçamento de 2017. Contudo, passados cinco meses, nada mudou. A piscina olímpica que outrora reuniu grandes competições e renomados atletas do esporte brasileiro hoje dá lugar à sujeira e se encontra em estado precário.

Professor do curso de Educação Física e diretor adjunto do Sindicato dos Docentes da Uepa (SindUepa), Emerson Monte explica que a piscina olímpica e a caixa de saltos ornamentais foram desativadas devido a um problema na estrutura que provoca o deslocamento do revestimento. Ao retornar às aulas nesta semana, a comunidade acadêmica se deparou com os mesmos problemas. “Nada foi feito para reparar e não há posicionamento oficial de quando as obras serão realizadas”.

Segundo o docente, o próprio Ministério da Educação (MEC) recomenda o espaço como parte estrutural obrigatória para o desenvolvimento e reconhecimento do curso. Há ainda o ginásio de ginástica, onde também são desenvolvidas atividades do curso, mas, segundo o professor, está sucateado, com aparelhos quebrados ou defasados. Ele cita também a situação do campus 2 da instituição, onde uma obra de reforma se arrasta há seis anos. Lá estaria prevista a construção de laboratórios e salas de aulas dos cursos de Medicina, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Biomedicina.

Emerson diz que o principal entrave apontado pela reitoria da instituição é a falta de recursos. “Nos últimos três ou quatro anos, houve uma redução significativa de recursos”, diz.

ALUGUÉIS

Com recursos insuficientes para se manter, a administração da instituição encontrou uma outra alternativa para angariar recursos e, assim, manter o campus 3 em funcionamento: alugar espaços do prédio. “O ginásio já foi alugado para competição de MMA”, exemplifica Emerson. A insuficiência de recursos, segundo o professor, prejudica ainda o financiamento de pesquisas e projetos de extensão para qualificar os acadêmicos e levar o que está sendo desenvolvido pela instituição para a comunidade externa.

RESPOSTA DA UEPA

- A Uepa informa que a reforma do Parque Aquático e a recuperação do Ginásio de Ginástica do campus 3/ Educação Física ocorrerão ainda neste segundo semestre.

- Na última terça (22), a empresa responsável pelos serviços de reforma entregou um laudo à universidade, referente à inspeção técnica nas estruturas das piscinas olímpicas do campus 3.

- A Uepa reitera que o recurso orçamentário anteriormente liberado no primeiro semestre pela Secretaria de Planejamento do Estado do Pará (Seplan), somado ao recurso próprio da universidade, está garantido e disponível, aguardando o término da licitação.

(Pryscila Soares)

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