Muitas vezes, quando se fala na necessidade de comer de forma mais saudável, a questão dos preços acaba gerando preocupação. Para ajudar o leitor a ter opções de pratos mais nutritivos sem gastar muito, o DIÁRIO acompanhou a nutricionista Caroline Souza por uma das áreas mais sortidas quando o assunto é lugar para comer em Belém: o Centro Comercial.
No primeiro restaurante, a especialista montou duas opções de pratos. Um com carne assada de panela, arroz e feijão, uma mistura tipicamente brasileira e bem nutritiva, segundo Caroline; outro com uma opção de bacalhau gratinado e pescada assada. Em ambos, uma quantidade considerável de salada como acompanhamento - um pouco mais no segundo, para “compensar” o gratinado. Os dois custaram entre R$ 16 e R$ 17. “A quantidade é um fator importante. Não é preciso deixar de comer o arroz e o feijão, que a maioria adora. É só colocar duas ou três colheres de arroz, e não colocar os embutidos do feijão, geralmente gordurosos e muito salgados”, explica.

Uma das opções foi um prato com carne assada de panela, arroz e feijão e salada (Foto: Mauro Ângelo)
A nutricionista também apostou em panquecas recheadas com carne, com salada (Foto: Mauro Ângelo)
Outro prato foi bacalhau gratinado e pescada assada, com bastante salada (Foto: Mauro Ângelo)
PRATOS
No segundo estabelecimento, não muito longe do primeiro e também no entorno da travessa Manoel Barata, Caroline optou por pratos com frango de forno e panquecas recheadas com carne. O segredo do balanço neles também fica na quantidade de folhas e legumes (crus). Para acompanhar a panqueca, a nutricionista foge do tradicional: vai de couve crua e feijão tropeiro. Este prato sai um pouquinho mais caro: R$ 22,10, enquanto que o primeiro, mais tradicional, fica em R$ 16,50.
A última parada foi o Restaurante Popular, da Prefeitura de Belém, na rua Aristides Lobo, onde há duas opções de pratos, de segunda a sexta-feira, e é possível almoçar - com uma fruta de sobremesa. Entre carne assada de panela e língua, era possível ter ainda arroz, feijão e legumes crus, além da farinha, que, apesar de querida por muitos paraenses, é desaconselhada por Caroline pelo seu alto teor calórico e baixíssimo nutritivo.
Na conversa com os nutricionistas responsáveis pelo restaurante, ela inclusive ficou sabendo que o preparo das 1,1 mil refeições servidas diariamente leva em consideração o baixo valor calórico e mínimo de sal, já que o público é composto especialmente por pessoas idosas.
(Carolina Menezes/Diário do Pará)
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