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Campanha incentiva a circulação de moedas

Diante da aproximação de um novo cliente no caixa, uma pergunta já faz parte da rotina de atendimento: “Não tem menor?”, o que demonstra um pouco a dificuldade que se tem em conseguir moedas para passar de troco no comércio em geral. Uma campanha lançada

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Diante da aproximação de um novo cliente no caixa, uma pergunta já faz parte da rotina de atendimento: “Não tem menor?”, o que demonstra um pouco a dificuldade que se tem em conseguir moedas para passar de troco no comércio em geral. Uma campanha lançada na última quarta-feira (30) pelo Banco Central incentiva a circulação de moedas no País e deixa claro que o problema não se restringe a Belém.

Operadora de caixa de uma loja de importados localizada na rua João Alfredo, no Centro Comercial de Belém, Josenir Paula, 30 anos, conta que há dias em que não fica nenhuma moeda sequer em sua gaveta. A maior dificuldade, segundo ela, está em conseguir moedas de R$0,05, justamente as mais demandadas no momento de passar o troco. “A gente costuma pedir para os clientes. Mas, ainda assim, geralmente eles têm moedas graúdas apenas”.

Quando algum cliente resolve ‘quebrar o cofrinho’ e pede para trocar as moedas por cédulas no caixa, Josenir afirma que a felicidade é certa. Já nos momentos em que essa sorte não acontece, ela conta que a saída é pedir para outro funcionário da loja trocar. “A gente percebe que, de uns anos para cá, a gente tem precisado fazer isso cada vez mais”.

Na mesma loja em que Josenir trabalha, o supervisor de loja Eduardo Pina, 31, conta que precisa sair para trocar dinheiro de 3 a 4 vezes na semana. Como já fica responsável pela função, ele desenvolveu algumas estratégias para facilitar a troca. “O melhor dia para conseguir trocar é sexta-feira. Como eu já conheço as pessoas que têm moedas, eu ligo e peço para guardarem para mim que estou indo trocar”, explica.

Dentre as principais fontes de moedas com valores menores estão vendedores de bombons e barracas de lanches. “Até no banco já é difícil trocar. Até eles reclamam que não têm moeda”, conta Eduardo.

VÍDEO

Para sensibilizar a população sobre a importância de fazer circular as moedas que, por ventura, estejam paradas em cofrinhos e gavetas, o Banco Central deverá veicular um vídeo nas mídias sociais. Além de facilitar o troco, o banco aponta que a conscientização da população pode, inclusive, reduzir os gastos públicos. De acordo com matéria publicada na Agência Brasil, o custo com o fornecimento de novas moedas no PaísalcançouR$243milhõesem 2016.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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