De janeiro a junho de 2017 já foram registrados 750 assaltos a mão armada dentro de coletivos de Belém, segundo levantamento do Sindicato dos Rodoviários de Belém. Altair afirmou que a categoria deverá protestar na quinta-feira (21), na tentativa de chamar a atenção para a importância de implementar na cidade o “botão do pânico”, recurso que pode ajudar a Polícia Militar a agir rapidamente em casos de assalto em andamento. “É um projeto nosso que foi despachado na Câmara de Vereadores alegando custos à prefeitura de Belém. Mas não há custo, pois o projeto consiste na conexão direta com a segurança pública, que seria de suma importância para a população usuária do transporte público. Hoje, a população passa por esta humilhação, e o povo tem que cobrar segurança efetiva nos ônibus.
Estamos nos reunindo com a Polícia Militar e os comandantes são esforçados, mas ainda não é suficiente. Por isso este é um projeto importante”, disse. Sobre o protesto, Altair preferiu ainda não revelar o local e hora que o protesto deverá acontecer, ele também não confirmou se haverá paralisação da categoria.
Em julho de 2016, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) anunciou em seu portal de notícias que a Polícia Militar em conjunto com a Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Pará (Prodepa) anunciaram que aprimorariam o recurso do “botão do pânico”, já usado em casos de violência contra mulher também para que ameaças a coletivos possam ser reportadas imediatamente a polícia. Entramos em contato com a Segup para verificar o andamento da adaptação e aguarda resposta.
“Eles (assaltantes) têm muitas rotas de fuga, principalmente no bairro do Barreiro, passando a ponte e nas proximidades da Vila da Barca, passando a Arthur Bernardes, são áreas mais críticas. E nós não temos, muitas das vezes, como prever a ação deles. Alguns sobem bem vestidos e às vezes somos surpreendidos”
Motorista de ônibus Cleonildo Parente (Foto: Ney Marcondes)
Usuários de coletivos e rodoviários relatam rotina de apreensão Em 13 de julho deste ano, o servidor da Polícia Civil do Pará Raimundo Nonato Rodrigues de Oliveira, de 69 anos, foi assassinado dentro de um ônibus . O crime ocorreu na linha Telégrafo Ver-o-Peso, quando também trafegava pela avenida Pedro Álvares Cabral, bairro da Marambaia. Os passageiros eram assaltados, quando a vítima teria tentado reagir contra os criminosos. Até o momento, os autores do crime ainda não foram localizados. Ontem, a cena se repetiu na mesma avenida e no mesmo bairro. Os constantes assaltos a ônibus tem preocupado a população, que precisa do transporte público diariamente. “Nunca passei por uma situação dessas, mas a gente sente a insegurança, o medo. Eu já tive que descer antes da minha parada porque achei estranha a atitude de um passageiro. Ele ficava observando demais, tinha algo estranho nele”, relatou Cleice Ribeiro. Já o autônomo Rodrigo Bandeira, escapou de ser assaltado, depois que escondeu o celular. “Já é cotidiano os assaltos dentro dos ônibus. Falta mais segurança na questão de como evitar os assaltos. Hoje em dia, a bandidagem está mais especializada neste tipo de crime e eles não querem saber de nada, não tem o que perder”, lamentou. Enquanto aguardava o semáforo abrir no cruzamento da avenida Pedro Álvares Cabral com Tavares Bastos, o motorista de ônibus Cleonildo Parente relatou que área é uma das mais perigosas para as rotas dos rodoviários por conta das inúmeras rotas de fuga dos criminosos. “Eles (assaltantes) têm muitas rotas de fuga, principalmente no bairro do Barreiro, passando a ponte e nas proximidades da Vila da Barca, passando a Arthur Bernardes, são áreas mais críticas. E nós não temos, muitas das vezes, como prever a ação deles. Alguns sobem bem vestidos e às vezes somos surpreendidos”, relatou sobre a rotina diária. RESPOSTAS Em nota, a assessoria de comunicação da Polícia Militar do Pará informou que mantém reuniões permanentes com os representantes do Sindicato dos Rodoviários de Belém e Ananindeua e como resultados disso, medidas foram firmadas com o próprio sindicato, mas também órgãos municipais e empresários do setor, no sentido de coibir assaltos a coletivos. Dentre as medidas estão a intensificação de operações para diminuir roubos desta modalidade. Entre elas estão: Parada Segura, Ônibus Seguro e Bloqueio. A nota consta ainda que de janeiro a 11 de setembro, somente na Capital, 18.692 ônibus foram fiscalizados durante ações preventivas de segurança. O DIÁRIO entrou em contato com a Segup sobre o andamento da implantação do “botão do pânico” nos coletivos e ainda aguarda posicionamento (Emily Beckman/Diário do Pará) |
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar