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Praças de Belém necessitam de reformas

Há menos de um mês para a celebração do Círio de Nazaré, quando Belém recebe turistas de fora do Pará e até do exterior, o mau estado de conservação de praças situadas no centro da cidade chamam a atenção de quem trafega pelos locais. Uma delas é a Praça

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Há menos de um mês para a celebração do Círio de Nazaré, quando Belém recebe turistas de fora do Pará e até do exterior, o mau estado de conservação de praças situadas no centro da cidade chamam a atenção de quem trafega pelos locais. Uma delas é a Praça Waldemar Henrique, no bairro da Campina. Considerada palco da cultura popular, o espaço situado próximo ao centro comercial da capital não faz jus ao título que carrega por sofrer com o abandono do poder público e com total insegurança.

Buracos no calçamento, sujeira e mato por toda parte, goteiras na cobertura da parada de ônibus anexa, pichações, iluminação precária e ainda um mau cheiro que exala por toda parte, já que no local não há sequer um banheiro. O espaço que deveria propiciar lazer à população hoje é ocupado por moradores de rua que fizeram da praça seu abrigo. Embora a Prefeitura de Belém informe que foi realizada uma revitalização no ano passado, o atual cenário da praça que homenageia o renomado compositor e maestro paraense Waldemar Henrique é precário e só piora a cada ano.

Veja imagens das praças.

Quem precisa passar pelo local ou apanhar um ônibus está sujeito a ser vítima da violência. No momento em que a reportagem do DIÁRIO esteve na praça, na tarde da última sexta-feira (15), um homem armado de uma faca praticou um assalto no ponto de ônibus. “Estou morrendo de medo. Essa praça é deserta, não fica um guarda municipal por aqui”, lamentou a dona de casa Maria do Socorro de Oliveira, 51, que esperava ônibus no local.

Para Maria, a situação da praça é vexatória. “Já não somos bem falados lá fora, aí o turista chega e encontra uma praça toda mal cuidada. A gente sente até vergonha”, critica. Ana Rosa Montavão, 38, é vendedora ambulante e trabalha naquele espaço há mais de dez anos. Ela conta que, devido ao abandono por parte do poder público, muitos vendedores deixaram o local, sobretudo pela falta de segurança. “A cada ano que passa, fica pior. As pessoas só param para pegar o ônibus e mal”, disse Ana, ao acrescentar que, quando chove, passageiros e trabalhadores da área pegam chuva, já que a cobertura da parada está cheia de buracos.

A Praça Waldemar Henrique, no centro de Belém, reflete o abandono por parte do poder público. (Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)

RESPOSTAS

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) afirmou que está “elaborando o projeto de readequação da Praça Waldemar Henrique”, ressaltando que o local passou por uma revitalização geral em junho de 2016. Sobre a Praça Batista Campos, a Seurb diz que está finalizando uma parceria com a iniciativa privada para realizar a revitalização da praça, incluindo calçamentos, bancos, lixeiras e monumentos.

Sobre a insegurança, a Guarda Municipal de Belém informou que são realizadas ações integradas de patrulhamento, proteção patrimonial, fiscalização e monitoramento, em conjunto com a Polícia Militar, além de rondas motorizadas.

VISITANTES RECLAMAM DO ESTADO DA BATISTA CAMPOS

Inaugurada em 1904, o principal cartão postal de Batista Campos, a praça que leva o mesmo nome do bairro – inspirada na arquitetura francesa do século 19 – vem deixando de ser um ambiente charmoso e aconchegante. Quem visita o local hoje se depara com bancos e lixeiras quebradas, partes de pontes também deterioradas e piso tomado por buracos. Turista em Belém, a psicóloga pernambucana Elisabeth Simão, 67, costuma vir à capital para visitar a filha. “A praça em si é bonita. Mas, ao andar pela calçada, você corre o risco de cair se pisar em um dos buracos”, observa. Para ela, o local precisa de uma revitalização. “Essa pedra portuguesa é difícil de recuperar. Os bancos estão velhinhos”. A autônoma Simone Almeida, 38, é adepta da caminhada, mas confessa que praticar a atividade na praça está quase impossível. “Já vi muita gente cair, inclusive idoso, que cai e se machuca. Está ao deus-dará. Nem perto do Círio ajeitam”, critica.

(Pryscilla Soares/Diário do Pará)

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