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Condenado a 15 anos por participação no assassinato de PM

Dorival Victor Pereira da Silva, 23 anos, conhecido por Pescocinho, foi condenado por participar da morte de policial militar Wilson Roberto Nazario Cardoso após votação dos jurados do 2º Tribunal do Júri de Belém, presidido pelo juiz Raimundo Moisés Flex

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Dorival Victor Pereira da Silva, 23 anos, conhecido por Pescocinho, foi condenado por participar da morte de policial militar Wilson Roberto Nazario Cardoso após votação dos jurados do 2º Tribunal do Júri de Belém, presidido pelo juiz Raimundo Moisés Flexa. O acusado deu fuga ao executor do crime, André Luiz Favacho dos Santos. A pena de Dorivaldo Victor de 15 anos de reclusão será cumprida em regime inicial fechado.

O executor do crime morreu durante troca de tiros com a polícia, um mês após o homicídio, sendo extinta sua punibilidade. Um segundo suspeito de participar do crime, Bruno Bentel Pimentel, também submetido a júri foi inocentado por falta de provas.

Por maioria dos votos, os jurados acataram, na sua totalidade, o entendimento do promotor de justiça Edson Souza de não haver no processo provas suficientes para uma condenação em relação a Bruno, requerendo aos jurados sua absolvição.

A decisão acompanhou também o entendimento do advogado Elson Santos Arruda, habilitado pela defesa de Bruno Pimentel. O advogado reforçou a tese de negativa de autoria e ratificou o pedido da promotoria de absolvição por falta de provas, tese acatada pelos jurados. Em interrogatório, Bruno afirmou que estava em sua casa, na companhia da mulher e de seu filho, à época com seis meses de nascido.

Dorivaldo Victor negou qualquer participação no crime, alegando que foi acusado por policiais que o perseguem por responder por outros crimes. Disse que mora próximo da casa da vítima e foi até o local por curiosidade, sendo visto no local. Das testemunhas prestaram declarações aos jurados, uma delas, a viúva. A companheira da vítima que viu o companheiro ser executado reconheceu o réu Dorivaldo Victor, mas não o segundo participante. A mulher contou que estavam de saída quando André Luiz se aproximou e disparou dez tiros contra o PM.

O motivo do crime, conforme apurado pela polícia, seria uma denúncia de tráfico de drogas às proximidades da residência do policial, contra André Luiz e seus comparsas. A mulher também revelou que o policial fora o responsável pela morte do irmão de Dorivaldo Victor, envolvidos com o tráfico de drogas na área.

O crime ocorreu por volta das 23 horas, do dia 31/07/2016, na Rua do Fio, Bairro do Telegrafo, em Belém. O executor acabou morrendo durante troca de tiros com a polícia um mês despois da execução de Wilson.

(Com informações do TJPA)

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